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sexta-feira, março 10, 2006

CAMINHADA A BEIRA MAR









CAMINHADA A BEIRA MAR




No último dia 08, “Dia Internacional da Mulher” foi muito comemorado, divulgado até com certo exagero, estardalhaço mesmo! Seria alguma forma de reivindicação para um resgate de algo que parece estar desaparecendo?



Comecei o dia com uma boa caminhada a beira mar. O dia estava lindo e o mar quase cheio, às sete da manhã, convidava para o banho. Sentindo as ondas acariciarem meus pés, caminhava lentamente apreciando toda sua beleza. A beleza do dia, das pessoas que passavam... Umas vindo e outras voltando, nas mais variadas “formas de gente”. Comecei a imaginar a vida de cada uma delas. Algumas:



Bem iguais.
Outras, bem distintas.
Únicas mesmo!
A maioria era de:
Gente bonita, de vida difícil,
Gente feia, de vida fácil.
Gente bonita, de vida fácil.
Gente feia, de vida feia.



Imaginei se fosse diferente... Qual seria a beleza e a graça?



Olhei então para mim e o que vi foi uma sombra enorme na horizontal, refletida na areia que me acompanhava fiel e em perfeita harmonia com o céu, a terra e o mar... 1,2,3, 4 respiro... 1, 2, 3,4 respiro... E sem perder o fôlego, lá ia eu na beira do mar... 1,2,3,4...



De repente, algo de inusitado me chamou a atenção: era um homem, de meia idade, em plena forma, que corria com um lindo buquê de rosas vermelhas na mão. Sorri escancarado e feliz por homens assim ainda existirem e, por perceber a cara de espanto dos rapazes que faziam uma espécie de surf, ali na beirinha do mar, com um esquisito objeto de madeira redondo.



E, exatamente como eu, que nunca tinha visto aquele esporte, eles também nunca tinham visto um homem correndo, com um buquê nas mãos. Por pouco, não levaram um tremendo tombo.



Continuei... 1, 2, 3,4... E conjeturando: o que aconteceu de tão grave para a maioria dos homens esquecerem o valor de declarar o seu amor à mulher amada, através de um buquê de rosas vermelhas ou, simplesmente, uma rosa, símbolo de tão belo sentimento?



O que aconteceu com o cavalheirismo? Com a conquista, através dos belos gestos e toda a grandeza do sentimento puro, nobre e simples?



A mulher feminina, elegante, educada, frágil desapareceu? Claro que não! Por mais moderna que ela seja, existe e existirá sempre. Pode até ficar bem escondidinha esperando apenas ser encontrada pelo príncipe encantado. Leia-se um cavalheiro, romântico e bem educado. Daí então:



Ela saberá amar como nenhum outro ser.
Deixa-se cuidar...
Proteger...
Sendo, ela quem cuida e protege.
MAS, ELE NÃO PRECISA SABER!



Por mais que nós mulheres tenhamos contribuído para uma catástrofe tão grande acontecer, ainda existe o desejo de sermos tratadas com delicadeza e romantismo. Precisamos deixar visível nossa fragilidade, delicadeza, mesmo que ela seja só aparente. Quem sabe assim, consigamos resgatar tanta coisa linda e significativa para nós e que nos faça, cada vez mais, florescer, perfumar e continuar mulheres plenas e belas.


Vamos dar um basta para o pensamento de que os direitos são iguais e tal. Pois eles não são!



TEMOS MUITO MAIS DIREITOS, SOMOS MULHERES!



PARE! DEIXE-ME PASSAR!



...1, 2, 3,4... RESPIRO... 1, 2, 3, 4



PS- MEU LINDO E CAVALHEIRO DÃOZINHO NÃO ME DEU ROSAS, NESSE DIA MAS, ME DEU O COLAR DA FOTO QUE ME DEIXOU MAIS BELA. Hahahahaha








9 comentários:

Anônimo disse...

Hhahah ... adorei como sempre!!! voce consegue expor exatamente o que sentimos e o que se passa , naquele momento!! ontem ,com toda essa apologia!!! a nós! e quando repassa sentimentos tão nossos pisados e deixados ao longo da areia onde as marcas são tiradas pelas ondas...ou pelos homens as vezes tão esquecidos de nossa essência. O que importa afinal, não é minha maravilhora irmã?

Bjso


Inara

Anônimo disse...

Eita vida corrida, confusa, contida, pra que as pessoas necessitem marcar uma data no amontoado de dias que chegam primeiro do que nós em tudo que vamos fazer. Eita cavalheiro isolado correndo contra o tempo à beira-mar, correndo contra talvez seu esquecimento, talvez um sentimento de culpa, talvez pela vida corrida, confusa, contida.
Como o seu Dãozinho, não dei flores pra Edna. Me sinto sem essa obrigação com data marcada, talvez mesmo contido, confuso, corrido, lhe dê o melhor de mim, todos os dias.
Beijin, Sóstenes

Anônimo disse...

lira mulher é FODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, nem me atrevo a comentar vc não existe te amo

Anônimo disse...

Eu Criiiiiiiiiiiiiiiissssssssssss

Anônimo disse...

ahhhhhhhh esqueci vc ta linda na fotoooooooo crissssssss

Anônimo disse...

Ysolda,
Muitas vezes, nós seres humanos por mais experientes que somos, nos deparamos com situações que nos deixam surpresos e ao mesmo tempo emocionados.
Surpresos, por que não imagina que numa tarde de sexta-feira como esta, fosse contemplado por uma oportunidade especial de ler uma mensagem de ensinamentos.
Pois é, foi exatamente isso que aconteceu comigo ao ler sua mensagem, foi um momento de serenidade, contemplação e sabedoria diante do que estava lendo.
Parabéns por essa dádiva!
Realmente, são pessoas especiais que têm esse dom, unindo inteligência, amor no coração, e sobretudo sensibilidade, que eu acho o mais aparente em você.

Mais uma vez, parabéns e obrigado pela oportunidade de compartilhar com essa poesia tão linda.
Um forte abraço,
Augusto.

Anônimo disse...

Vc continua escrevendo muitíssimo bem. A Mensagem "Caminhada a beira Mar" está clara e singela. Por sua descriçaõ do senhor de meia-idade,
preocupado com a saúde e com a esposa, provavelmente, coisa que a a atual juventude parece não entender e perceber que as coisas (as melhores) são nossos sentimentos e gestos tipo este.
BJO, Jack.

Anônimo disse...

Ysolda, estou espantado! Vc está verdadeiramente uma Mulher Informatizada! À frente de todos! :D
Simplesmente ótimo a Caminhada... Adorei!!
Parabéns mesmo!
Júlio

paola disse...

tá linda nessa foto! bem espontânea:D e se eu não me engano tem uma revista ali atrás da sua mão! Uma revista do Crea que editei! ahahahahahaha