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quinta-feira, dezembro 31, 2009

PRESSÁGIO




PRESSÁGIO
De: Ysolda Cabral


O sorriso enxuga a lágrima
A vontade diz para o sentimento
Ser esquecido, diluído ou triturado

Jogado em lugar desconhecido
Pra nunca mais ser encontrado
Isto feito, tudo haverá de ter um jeito

A flor continuará bonita e perfumada
A lua continuará no Céu encantando
Os verdadeiramente apaixonados

Não haverá muita alegria
Todavia a tristeza será banida
E o sofrimento será esquecido

A vida seguirá um curso
De forma mais definida

No próximo ano
Não haverá sonho
Nem pesadelo

Os enganos serão esquecidos
O sono será apenas descanso
Para um acordar com sentido.

Feliz 2010!


Publicado no Recanto das Letras em 31/12/2009
Código do texto: T2005096

TIM...TIM!!!




TIM...TIM !!!
De: Ysolda Cabral



Finalmente o ano de 2009 chega ao final!

Milhões de graças!!!

- Que ano mais complicado!

Estou tão contente com a perspectiva de um ano novo melhor que, não caibo em mim... As roupas estão todas apertadas! (Rsrs)

Ate as de lika, stretch, cotton... Que saudade do ban-lon, da helanca, do conforto da pantalona Saint-tropez, da calça Lee... - Não, não sou velha, jamais serei. Sou saudosa das coisas boas, duráveis e confortáveis. Não gosto de coisas descartáveis.

Desejo um ano de 2010 livre do pesadelo da vaidade doentia das pessoas, da mentira, da falsidade, da violência, da competição idiota e desleal, da falta de caridade, humanidade, bondade... - Livre da inveja, do mal olhado, da falta de Deus.

Desejo um ano de 2010 com o “globo” arrefecido, se possível como no começo.

Ah, o começo deve ter sido tudo tão lindo!

Ar puro, tudo verdinho, água livre de todas as impurezas. Os pássaros, os animais, a mulher, o homem... O amor verdadeiro com a sintonia do deslumbramento para o desdobramento da vida...

Ah, a Vida! O presente mais perfeito e mais bonito.

Feliz Ano Novo!

TIM... TIM...


Publicado no Recanto das Letras em 30/12/2009
Código do texto: T2002765

QUE TRAIÇÃO !!!








QUE TRAIÇÃO!
De: Ysolda Cabral


A tristeza é imensa... É tremenda...
O sorriso é sempre o mais bonito, não contido!
Caprichado na cara de pateta que não faço.

O peito é enorme...
Mesmo assim já não cabe a decepção, a amargura
E explode em lágrimas que não aliviam,
Mais parece punição...

O período é de contrição, reflexão...
Balanço de vida, alma sofrida e sem esperança,
Te maltrata, se vinga e teu Anjo não vacila,
Te abandona em completa solidão.

Que ingratidão...!
Amava e cuidava do meu “Anjo” com toda devoção.
Agora, quando mais preciso me abandona,
Me deixa solta, em desalinho, entregue a minha própria sorte
Sem remorso ou arrependimento.
Que traição!!!!


Publicado no Recanto das Letras em 29/12/2009
Código do texto: T2001553

PARA NÃO PERDER ARQUIVOS







PARA NÃO PERDER ARQUIVOS
De: Ysolda Cabral


Do nada retrato a cena sempre por um acaso.
Com ela retratada analiso e acho tudo tão engraçado!

Bobagem espalhada, por vezes, causa um dano danado,
E, como nunca me engano melhor deixar este item de lado.

Se tiro fotos, componho uma canção...
Acabo recebendo de “presente” um vírus;
E lá se vão todos os meus registros!

A essas alturas convém:

Voltar à velha Kodak, a boa e eficiente máquina IBM;
Papel ofício, lápis grafite, caneta bic, carbono, uma caixa de clips.

Sempre é útil uma borracha, um corretor líquido, uma fita adesiva,
Um grampeador, um perfurador e pastas “AZ” de “A” a “Y”.

Munida de tudo isso garanto um arquivo seguro,
Limpo de todos os “bichos”, com índice e assino.

Palavra de uma ex secretária executiva.
Ufa, já tinha até me esquecido! (risos)

Publicado no Recanto das Letras em 29/12/2009
Código do texto: T2001015

sexta-feira, dezembro 25, 2009

NOITE DE NATAL



NOITE DE NATAL
De: Ysolda Cabral


No espaço da solidão
Minha alma está em Paz
Na linda noite de Natal

Da varanda vejo o Céu
Repleto de estrelas
Faço uma oração
E agradeço de todo coração

Sinto a brisa que vem do mar
Se achegar devagarzinho
Fazer-me um carinho
E sapeca seguir seu caminho

Respiro fundo e percebo
Todo o amor que há em mim
Uma lágrima... Um sorriso...

Sou assim.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

DEZEMBRO 2009




NOTÍCIAS EM TEMPOS NATALINOS




Bebê de seis meses cai dos braços do pai por acidente do sétimo andar
A bala perdida achou o filho da família que era feliz
Motorista invade calçada, atropela seis crianças e mata
Nas favelas, o comércio do crime prospera
Avião com 150 a bordo se parte em dois após pouso forçado
Meia de “desgovernado” bate carteira
Comandante passeia
O povo esperneia, se desnorteia e não adianta cara feia
Há uns com sede, outros morrendo afogados
Tudo de ponta cabeça e você diz vou bem obrigado?!

Natal...

O pé de acácia está florido, bem no meio do “palco”
O cacto nasceu no asfalto
O dia está lindo com pessoas sorrindo, indo e vindo
Alguns dormindo, outros acordados, correndo, andando, trabalhando, amando
Você sente ternura, esquece as intrigas, as mentiras, os desencontros
Volta a ter esperança
É a Vida se renovando.



Feliz Natal para você e os seus.

Ysolda Cabral
**********

terça-feira, dezembro 22, 2009

O CACHO DE ACÁCIA


O CACHO DE ACÁCIA
De: Ysolda Cabral



Pende o cacho de acácia,
Na manhã confusa e solitária.

Tão lindo e desamparado!
Temo que seja espatifado.

Penso em colhê-lo.
Sua altura inacessível,
Me manda esquecer,
Deixá-lo...

Colo desamparado,
Jarro e mãos vazias,
Sonho acabado.

Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2009
Código do texto: T1989017

sábado, dezembro 19, 2009

AFERIÇÃO POÉTICA IV







AFERIÇÃO POÉTICA IV
DE: LUGANO & YSOLDA


SONETO EM AGRURAS

Como quem canta dores... Eu canto.
- São versos tristes e amargurados -
É como fosse um canto amaldiçoado,
De angústia; Tristezas; E desencanto.

Nasce dentro de mim... E em pranto,
Faço-o, à luz de versos, confessado.
É como algo em mim... - Agoniado -
Que busco encontrar e não encontro.

Mas assim, inda assim, vou cantando
Tentando achar em mim, procurando
O que eu não sei ao certo em buscar.

Mas que é preciso seguir buscando,
Tentando, dentro de mim...Tentando
Tentando definitivamente encontrar.

Lugano

**********

SONETO EM INTERAÇÃO



Enquanto o poeta canta dores... Choro.
Seus versos cantados são amargurados
Que mais parecem meus... Então lhe rogo:
- Ah! Por Deus, não me exponha deste modo.

Trago tristeza, desencanto e eu canto,
Pois há em mim um amor desesperado,
Que deve ser urgentemente liquidado,
Nem que pra isso tenha que morrer de fato.

Contudo sonho e às vezes confesso;
O desejo de ser flor e sem espinho,
Pra perfumar a alma do meu amado.

E, com franqueza de quem não sabe mentir,
Jurando por tudo e sem medo de ir:
Prefiro sofrer a nunca ter amado.


Ysolda Cabral


Publicado no Recanto das Letras em 19/12/2009
Código do texto: T1986096

quinta-feira, dezembro 17, 2009

OLHANDO PARA O CÉU


OLHANDO PARA O CÉU
De: Ysolda Cabral


A saudade ainda existe,
O amor é quase palpável,
A certeza de que somos um
É incontestável.

Chovendo ou fazendo sol,
O dia está mais bonito,
Com cores bem definidas.

Nos jardins as flores,
Estão mais perfumadas,
E, eu me sinto mais bonita.

A noite olho para o Céu,
Vejo o brilho do seu olhar,
Em todas as estrelas...

Sorrio e durmo tranqüila.


Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2009
Código do texto: T1982756

APENAS RESTOS




APENAS RESTOS
De: Ysolda Cabral


No frasco, restos de perfume...
Essência.

No diário, restos da rosa...
Significativas marcas.

Na pele pálida...
Restos de beleza clássica.

Na terra...
Restos mortais.

Na alma, amor sem saudade...
Vida!


Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2009
Código do texto: T1981016PERGUNTAR OFENDE?

PERGUNTAR OFENDE?


PERGUNTAR OFENDE?
Ysolda Cabral


Considerando o período (Natal, Ano Novo, Vida Nova) quando estamos imbuídos dos mais nobres e relevantes sentimentos de fraternidade, caridade cristã, humanidade... Repletos de amor pelo próximo e preocupados com o futuro sob todos os aspectos; fico a pensar:

Quando os meninos sairão das ruas?
Quando os idosos serão tratados com respeito e dignidade?
Quando a discriminação será extinta?
Quando as diferenças serão superadas?
Quando a fome será aplacada?
Quando deixaremos de ver tanta gente desempregada?
Quando haverá moradia e boas escolas para todos?
Quando a educação será generalizada?
Quando a medicina será de fácil acesso?
Quando a paz reinará entre os povos?
Quando a alegria será legítima?
Quando o amor deixará de ser confundido?
Quando o mal será dizimado?
Quando será que a Terra voltará a ser Paraíso?

Quando o homem entender que não é o próprio Deus?

Que todos tenham um Natal de consciência tranqüila.



Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2009
Código do texto: T1977691

domingo, dezembro 13, 2009

FELIZ NATAL



Feliz Natal e um Ano Novo repleto de Paz.

Até a volta!

sexta-feira, dezembro 11, 2009

BAILANDO NO INFINITO



BAILANDO NO INFINITO
De: Ysolda Cabral


Bandeiras brancas
Balançam no azul do Céu
Livres e soltas
De uma sexta-feira qualquer...

Fixo o olhar
São as janelas de vidro do edifício
Que banhadas pelos raios de Sol
Levam-me até o infinito...

Bailo sem pressa
O ritmo quem dita
São as brancas nuvens
Que pairam no ar... Tão lindas!

Relaxo, corrijo o espírito
E digo-lhe: aquieta-te!
Ainda estamos aqui.


Publicado no Recanto das Letras em 11/12/2009
Código do texto: T1972265

quarta-feira, dezembro 09, 2009

SENTIMENTO

SENTIMENTO
DE YSOLDA CABRAL


Há metamorfose em tudo.
Entristeço... Enluto...
Na essência não mudo.

Contudo...
A indiferença magoa,
A transformação não é única.
Nunca!

A cada minuto uma perda,
Que você perceba.
Não! Deixa... Esqueça...

Não desapareça...
Não me perca...

Na incerteza sonho...
E se de você esqueço;
Simplesmente morro.


Publicado no Recanto das Letras em 09/12/2009
Código do texto: T1968483

domingo, dezembro 06, 2009

UM QUÊ DE MISTÉRIO



UM QUÊ DE MISTÉRIO
De: Ysolda Cabral


A música é triste e melancólica
O som do violino chora
O piano não consola

O TIC TAC do tempo é impiedoso
A espera é angustiante
E há no ar um quê de mistério

O medo ronda, espreita, alucina
E no fundo da alma há esperança
Que se lança, mas não adianta

Cai por terra vencida
E chora silenciosa
Pelo adiantado da hora.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 06/12/2009
Código do texto: T1964115

HIPNOSE DA VIDA




HIPNOSE DA VIDA
De: Ysolda Cabral



O “Senhor dos Anéis”
Coronéis... Cordéis...
Sem réis...

Conto de fada,
Conta a Carochinha.
Branca é a neve,
Cinderela só aos Domingos.
Contos perdidos!

Chapeuzinho Vermelho,
O Gato de Botas,
O Gigante de Sete Legras,
João e Maria...
Quem diria!

Brincam de roda as meninas,
Belinda...
Nos céus as bexigas.
Que lindas!

E eu ainda aqui,
Sob a hipnose da vida.


Publicado no Recanto das Letras em 06/12/2009
Código do texto: T1963655

sábado, dezembro 05, 2009

QUE PENA




QUE PENA
De: Ysolda Cabral


Se não existe saudade
Nada valeu ou vingou

Não é desamor
Não é dissabor

Se não existe saudade
Nada significou

Não é indiferença
Não é maledicência

Se não existe saudade
Não foi amor de verdade

Que pena...


Publicado no Recanto das Letras em 05/12/2009

Código do texto: T1961542

quinta-feira, dezembro 03, 2009

A REVANCHE




A REVANCHE
De: Ysolda Cabral


A cara do Tempo de frente,
É de poucos amigos:
Nublada, pesada e contida,
Pra não soltar sua ira...

Ainda...

Olhando de perfil,
A cara do Tempo me diz,
Ter chegado o momento de mudar,
Sob pena de tudo acabar...

Sem Vida.

Não queria a Cara do Tempo,
Sem o frescor das plantações,
Sem o azul e o branco do Céu,
Sem o verde transparente do mar...

Ah! Saudades do Mar...

Queria a poeira das estrelas,
Visível pelos raios de sol,
Ou em noites de lua cheia...

Casas sem paredes e sem telhas...

Não queria o pó da poeira,
Revolta da terra nua e em chagas,
A bailar sobre a mesa...

Areia...

A Cara do Tempo não nega,
E por mais que se segure,
Um dia ela nos pega...

E a revanche acontece.
*********

Publicado no Recanto das Letras em 03/12/2009
Código do texto: T1958013

quarta-feira, dezembro 02, 2009

IMUNE A MALDADE


IMUNE A MALDADE
De: Ysolda Cabral


Com a sensação de asfixia,
Um aperto enorme no peito,
Achando que nada tem jeito,
Busco aquela força e me ergo.

Respiro fundo, sinto o mundo,
Solto o ar devagar até me acalmar,
Livro-me dos maus pensamentos,
E logo me sinto leve a caminhar.

Na deriva desse momento,
Elevei o pensamento,
E me livrei do tormento.

Agora, imune a toda maldade,
Tenho certeza de que finalmente,
Sou senhora de minha vontade.


**********
Publicado no Recanto das Letras em 02/12/2009
Código do texto: T1956168

terça-feira, dezembro 01, 2009

NÃO CONTO




NÃO CONTO
De: Ysolda Cabral


Sem direção
Sem atenção
Sem consideração
A vida me leva na contramão

Com insistência
Com prepotência
Com insolência
A vida não é brincadeira

Preste atenção
A vida me esquece
Mas eu não me esqueço dela não

Vou seguir sempre o caminho
Escolhido pelo meu destino
Nas curvas e nos precipícios
Paro um pouquinho, finco o pé
Deixo minha marca e sigo com fé

Não me entrego ao desencanto
A desilusão me dá ânimo
Sempre mato o desengano
E os sonhos eu não conto.


Publicado no Recanto das Letras em 01/12/2009
Código do texto: T1954360

domingo, novembro 29, 2009

"NUM DIA DE DOMINGO"



"NUM DIA DE DOMINGO"
DE: Ysolda Cabral


Não espere
A espera é angustiante

Não projete
Os projetos enlouquecem

Não se iluda
A ilusão nada muda

Não vacile
A vacilação deprime

Não se irrite
A irritação lhe deixa feia e triste

Não se queixe
Mas não deite e nem se deleite

Não se entregue
A entrega entontece e não enobrece

Não desista
Sempre insista

Está chovendo
É a vida se renovando... Acontecendo
“ Num dia de Domingo”.



Publicado no Recanto das Letras em 29/11/2009
Código do texto: T1950607

sábado, novembro 28, 2009

LINDO CASAMENTO

Rubinho e Claúdia - Foto Yauanna


LINDO CASAMENTO


Como uma das primeiras convidadas
Para o casamento desse primo querido
Quase um filho, lindo e amigo
Vi-me numa grande enrascada

Como participar de um evento tão lindo
Se o coração anda partido e desiludido
E se até meu sorriso anda meio entristecido?!
Seria coisa da idade?

No dia do enlace - 27/11/2009 - dia que amanheceu lindo
Estava animada para ir a festa e dela participar
Disposta até a cantar melhor e mais bonito que o primo
Com certeza eu iria encantar (Rsrs)

Mas logo a pressão subiu
O coração disparou
Numa infeliz taquicardia
Coisa de quem está na “puberdade”
E, os planos foram por água abaixo

Daí a razão de deixar no Orkut,
Que haveria de ter alguma serventia,
Meus votos de felicidades

Rogando a Deus que essa união nos traga,
Pelo menos mais um Rubinho e uma Claudinha
Para a vida ficar mais alegre e mais bonita
E a minha amada tia completamente realizada.

Com beijos e abraços,
Ysolda

sexta-feira, novembro 27, 2009

VÁ PELA SOMBRA E BEM DEVAGAR

VÁ PELA SOMBRA E BEM DEVAGAR
De: Ysolda Cabral



Esta é uma mensagem de auto-ajuda.
Opa! Auto-ajuda coisa nenhuma.

Começarei novamente:

Esta é uma mensagem pra lhe ajudar.
Preste bem atenção:

Se alguém lhe aborrece e lhe ignora,
É porque você simplesmente incomoda.
Será que são justas as razões?

Para quê saber se isso não importa?
Algo vai mudar?
Isso levaria ao confronto,
E é assim que começa a discórdia.

Relaxe! Deixe pra lá...
Esquente não!
Do jeito que você fizer,
Não irá mesmo agradar!

Pare de se preocupar!
Continue seu caminho,
E por mais que ele tenha espinhos,
Você em algum lugar,
Certamente chegará.

Não olhe para trás.
Confie em você!
Pois Ele com você sempre não esteve?!
Do quê mais você há de precisar?

Adiante é sua meta,
Vê se não se estressa,
E lembre-se:
Vá pela sombra e bem devagar.



Publicado no Recanto das Letras em 27/11/2009
Código do texto: T1947293

quinta-feira, novembro 26, 2009

QUE BRILHO SERÁ ESSE




QUE BRILHO SERÁ ESSE
De: Ysolda Cabral


Na minha frente algo brilha intensamente,
Vez ou outra foge do meu campo de visão,
Como a flutuar no vento.
Penso: será um mini disco voador?
Uma pedra preciosa?
O orvalho que não evaporou?
Ou será uma estrela cadente que na noite passada,
Não conseguiu retornar pra sua galáxia?

Adianto-me...
Sigo firme...
Fixo o olhar...
Não temo o brilho e nem o pensamento.
Os sentidos aguçados, como sempre,
Não mentem, apenas sentem...

O brilho aumenta...
Nada mais confunde a minha mente.
A sensação é de sossego...
É de descanso...
É de silêncio...

A indiferença abençoada se faz presente.
Com suave leveza ... Envolvo-me...
Entrego-me... Elevo-me... Observo-me...
E sem meu consentimento acordo,
Sem sonho e sem tormento.



Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2009
Código do texto: T1945026

terça-feira, novembro 24, 2009

DIA QUE PARECE OUTRO




DIA QUE PARECE OUTRO
De: Ysolda Cabral


Amanheceu lindo...
Disposta e sorrindo acordei,
Respirei com gosto o cheiro da manhã
E foi assim que hoje me levantei.

Alonguei, rezei e de repente chorei,
Chorei por lembrar o tempo de menina,
Quando a vida me esperava,
Não havia urgência pra nada,
Assim era o que eu pensava.

Não tinha que engolir sapos...
Não tinha que colar pedaços,
E, o compasso do dia,
Quem ditava era eu.

Agora tudo parece distante,
O tempo carregou no horizonte,
O sol nasceu, desapareceu,
E o dia me parece bem diferente,
Daquele que hoje nasceu.


Publicado no Recanto das Letras em 24/11/2009
Código do texto: T1941286

domingo, novembro 22, 2009

ALMA PURA - HOMENAGEM A MEU IRMÃO

Angela e Ilo - Foto Yauanna


ALMA PURA
EM HOMENAGEM A ILO MEU IRMÃO
De: Ysolda Cabral


A pureza da alma quando legítima,
Transparece no semblante da pessoa,
Como um adorno de beleza infinita.

De tão linda é perfeita.
Ilumina qualquer ambiente,
O tornando um verdadeiro santuário,
Abençoando o coração da gente.

A pureza da alma quando legítima,
Não precisa de nada.
Ela é tudo que existe de mais verdadeiro,
E sem medo caminha em qualquer estrada.

Vi muitas vezes a pureza da alma do meu irmão,
De tão nítida chega a arrepiar,
E duvidamos até que ela exista neste plano conturbado,
Onde reina os equívocos de fato e muita solidão.

Ele nem se dá conta da alma que tem.
Ás vezes a esconde com rompantes,
Num faz de conta de uma ira que logo passa,
E tudo se torna motivo de gostosas risadas.

Não guarda mágoa e nem rancor,
Qualquer coisa lhe contenta,
Quando discute, não cede fácil.
Mas, acaba compreendendo sua bobagem.
E se faz perdoar com sinceridade.

Assim é meu irmão que na última sexta-feira,
Vinte de novembro de dois mil e nove,
Em cerimônia simples e bela,
Numa Igreja Evangélica,
Com a linda Ângela se casou.

Que você e Ângela, sejam muito felizes,
Sempre com Deus no coração.
E que Ele perdoe a gravata vermelha e branca,
Cores do seu time que lhe dá pouca alegria e muita desilusão,
Usada pelo “noivo” que decorava o enorme e delicioso bolo,
Sem dó e sem nenhuma compaixão.

(Rsrs)

**********
Comentário deixado por Yara ( nossa irmã) que não poderia deixar de vir para cá. Transcrito na íntegra:

" Ysolda
Nosso irmão poderia se chamar serenidade. É um exemplo para todos nós que corremos tanto e a nada chegamos, tão eufóricos somos! Ele, calmamente vai realizando seus sonhos e nos mostrando como simples é encontrar e passar felicidade.Tivemos uma das mais belas lições de vida que poderíamos ter. E, como se não bastasse, agradeceu a todos que compareceram a linda cerimônia e pediu a Deus que abençoasse todos nós, pobres mortais, que infelizmente ainda não chegamos lá. Obrigada por registrar esse momento maravilhoso!
Yara "
E o de Inára vem pra cá também. :)
"Que mais poderia dizer? O nosso coraçao encheu de uma Paz serena linda e mágica. Momento mágicoAbençoado por Deus e na imensa riqueza da nobrezacaráter, dignidade humana e lucidez de espaço do nosso irmão abençoado por Deus! E monstrando a todos nós para que viemos!
Inára"

quinta-feira, novembro 19, 2009

ESTOU "ROSA CHICLETE"



ESTOU "ROSA CHICLETE"
De: Ysolda Cabral



Tem coisa que me indigna, revolta e que me deixa realmente muito irada. Um exemplo do que digo é aquela mãe que se recusa a amamentar seu filho por pura vaidade e toma todas as providências para que o leite seque rapidamente. Conheci uma dessas ontem e fiquei “rosa chiclete”. Até que ponto vai a vaidade, a mediocridade humana? Porque essas mulheres têm filhos?

Sei não... O mundo está mesmo de ponta cabeça.

Uma das coisas que mais me encantaram na maternidade foi justamente poder amamentar a minha filha. Fiquei inclusive muito chateada com meu peito – os dois – grande e quase inútil, uma vez que não “fabricava” leite suficiente apesar de todo o meu empenho. Tudo aquilo que me diziam que era bom comer para aumentar o leite, eu comia e com muito prazer. Comi tanto que engordei mais nesse período do que no da própria gestação.

Desta forma e complementando com leite prescrito pela pediatra, consegui amamentar a minha filha por 12 meses. E, simplesmente adorei. Este fato não deixou meu peito nem melhor e nem pior que antes. Deixou exatamente como sempre foi. – Que coisa!

Lembro, inclusive, uma estrofe de uma canção de ninar que compus para minha filha, em plena madrugada enquanto a amamentava, que dizia: “ lá vem o coelhinho, o macaquinho, o cachorrinho, o gatinho, atenção, mas podem voltar que leitinho tem mais não, o leite de mamãe é só de Yauanna e vem do coração e vem do coração....”

Como é que pode uma mãe abrir mão de um ato de amor tão fundamental para a vida e a saúde de seu filho?

E por falar em amamentação, acaba de nascer Dante, o filho do lindíssimo e jovem casal de amigos Micheline e João Carlos Negromonte. Que ele mame muito!
**********

Publicado no Recanto das Letras em 19/11/2009
Código do texto: T1932249

terça-feira, novembro 17, 2009

QUASE MEIA NOITE

QUASE MEIA NOITE
De: Ysolda Cabral


Com os cinco sentidos,
Distorcidos pelo cansaço,
Não tenho TATO!

Meto os pés pelas mãos,
E nada de bom eu faço.
Só estrago!

A VISÃO turva pelas lágrimas,
Lavam o meu rosto,
Salgam o PALADAR,
Queimam a minha boca.
Que transtorno!

A AUDIÇÃO percebe a música do vento,
Realçada pelo silêncio de quase meia noite,
E eu me envolvo...

O OLFATO capta o perfume suave,
Armazenado na “garrafa” da memória,
- cujo nome é Saudade -
É que me faz voltar no tempo...
E eu me acalmo.
*********

Publicado no Recanto das Letras em 18/11/2009
Código do texto: T1929782

sábado, novembro 14, 2009

O DIA DE AMANHÃ



O DIA DE AMANHÃ
De: Ysolda Cabral


Batucada no ar...
O ritmo é bom e contagiante.
Ela lá e eu aqui a " batucar" no meu teclado,
Um tanto gasto...
Um tanto irado comigo...
Uma vez que o tenho pouco procurado...

É que a inspiração anda longe de mim,
E a liberdade para compor anda meio limitada.
Culpa dos entendimentos truncados e distorcidos,
Que deixam qualquer poeta entristecido,
E sem vontade de nada.

Ele olha para o Céu e não vê a lua e nem as estrelas;
Vai ao mar e não sente vontade de mergulhar;
Encontra uma criança e não se enternece;
Tem um jardim e não sente o seu perfume em noite de primavera;
Do amor não quer notícia e da saudade quer distancia.

O poeta triste não quer conversa,
O dia de hoje pesa e a noite promete que, talvez, amanhã,
O dia seja diferente e lhe traga bons presságios
E as boas notícias que tanto espera.
*********

Publicado no Recanto das Letras em 14/11/2009
Código do texto: T1923842

sexta-feira, novembro 13, 2009

SEXTA FEIRA TREZE - UM DIA ESPECIAL




SEXTA-FEIRA TREZE - UM DIA ESPECIAL
De: Ysolda Cabral



Hoje resolvi revolucionar...
Joguei fora a cisma da sexta feira treze,
- dia que passei a amar -
E até sai de casa com pérolas a ostentar.

Sentindo-me disposta e descansada,
- apesar da noite mal dormida -
Cheia de ansiedade que não vou contar,
Encarei até o gato que vive a me espreitar.

Corajosa e segura da minha leveza;
Me levantei com o pé esquerdo,
Passei por baixo da escada,
E fiz outras proezas...

Entretanto, refletindo um pouco,
Constato que meu viver é muito tolo,
Meus sonhos são todos loucos,
E difíceis de realizar

E por consideração ao dia,
Melhor terminar a poesia,
Para não ter que chorar,
Por ter perdido a coragem
E também a alegria.
**********

Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2009
Código do texto: T1921680

quinta-feira, novembro 12, 2009

IMAGINÁRIO EXIGENTE




IMAGINÁRIO EXIGENTE
De: Ysolda Cabral


A indiferença me rodeia
A ignorância me ameaça
A prepotência me sufoca
O dia hoje me mata

À noite não me comove
O amanhã é uma incógnita
O momento é esquisito
Preciso é ir embora

Embora pra bem longe
Aonde não exista tristeza
Nem a saudade que sinto agora

A alegria esteja sempre presente
E o amor não seja apenas sonho
Do meu imaginário exigente...


Publicado no Recanto das Letras em 12/11/2009
Código do texto: T1919657

quarta-feira, novembro 11, 2009

ESPAÇO DA ILUSÃO




ESPAÇO DA ILUSÃO
De: Ysolda Cabral


Há calma na alma...

Os sons são indiferentes...
A calma é envolvente.

Os sonhos permanecem lindos e nítidos.
Independentes do Tempo.

A reclusão, no espaço da ilusão,
Torna tudo mais intenso, mais bonito...
E o incenso é de manjericão.

A oração arrefece toda dúvida e sofrimento,
O coração, há pouco tão inquieto e oprimido,
Encontra afago na poesia,
E esquece toda tristeza e solidão.


Publicado no Recanto das Letras em 11/11/2009
Código do texto: T1918564

segunda-feira, novembro 09, 2009

SHOW DA VIDA



SHOW DA VIDA
De: Ysolda Cabral


Entre pedras,
Sol escaldante,
Sem água e sem nada,
A flor de cactos.

sábado, novembro 07, 2009

HORA DE DORMIR




HORA DE DORMIR
De: Ysolda Cabral



Estou leve,
Estou alegre,
Numa noite agreste.

Nada me perturba,
Nada me enluta,
Nada me entristece.

Mesmo com a mente turva
Pelo cansaço da vida,
Nada me tira do tom ou irrita.

Viajo em versos sem rimas
Que tento compor pra comemorar,
O meu estado de espírito.
Não consigo, mas não ligo.

Sinto-me lúcida,
Sinto-me linda,
Consciente de mim,
Inteira e decidida a prosseguir.

E, como nada me perturba,
Agora vou me recolher.
Pedindo a Ele que nos conceda,
Um novo e abençoado amanhecer.


Publicado no Recanto das Letras em 05/11/2009
Código do texto: T1907540

NOS MARES DA SORTE



NOS MARES DA SORTE
De: Ysolda Cabral


A utilidade desperdiçada
A inutilidade reverenciada
A futilidade dando ordem
E a hipocrisia que vigora

Assola
Transborda
Convoca a sufocar

A ala não é da baiana
A semana não é pré-natal
As fantasias são aterrorizantes
Além de estar longe o carnaval

Com ou sem dano
Acreditando na sorte
Nalgum lugar iremos chegar

E nos mares do sul ou do norte
Rogamos não haver morte
Quando estivermos por lá.

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Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1904882

A LAGARTIXA E EU - HUMOR







A LAGARTIXA E EU
De: Ysolda Cabral


Olho pra ela,
Ela olha para mim...

Não pisco,
Não mexo,
Não me arrisco.
Sou precavida!

Ela brilha,
Na parede fria,
A zombar de mim.
É atrevida!

Eu grito...
Ela ligeiro vai embora.
E como sou muito corajosa,
Fico a noite toda sem dormir.

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Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1903890

segunda-feira, novembro 02, 2009

CONDENAÇÃO




CONDENAÇÃO
De: Ysolda Cabral


O cântico é solitário
Involuntário é o pensamento
O passado é relembrado
Na tentativa vã
De se exterminar o sentimento

O presente angustia
A espera maltrata e tripudia
O eco não responde
Fica valendo a ironia

E no tic tac do relógio
Como num filme de suspense
O que existe entre o lá e o cá
Nos tortura e ameaça

E assim o tempo passa
Levando com ele nossos sonhos
Nos condenando ao tormento
De viver sem um alento.

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Publicado no Recanto das Letras em 02/11/2009
Código do texto: T1901006

sábado, outubro 31, 2009

ALMA AGONIADA



ALMA AGONIADA
De: Ysolda Cabral


O que quer a minha alma...
Paro, reflito e pressinto que,
Ela não quer nada.

Talvez parar de sonhar,
E partir pra longe de mim,
Mesmo sem saber pra onde ir.

O que quer a minha alma...
Parar de alguma forma,
Para de fato existir...
Sem tanto resistir.

Ah! Que alma mais complicada,
Não se aquieta e nem se acalma!
Por que ficar assim,
Se tudo um dia chega ao fim?

sexta-feira, outubro 23, 2009

POR DO SOL




POR DO SOL
De: Ysolda Cabral



Suavemente vou levando a vida
Sem ira
Suavemente vou inventando a lira
Sem rima
Suavemente vou sentindo a dor
Do amor
Suavemente vou contando as horas
Sem medo
O dia já vai morrer
Não ligo
Outro dia irá nascer
Lhe espero.


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Publicado no Recanto das Letras em 23/10/2009
Código do texto: T1883171


quinta-feira, outubro 22, 2009

O LÁPIS VERMELHO E BRANCO


O LÁPIS VERMELHO E BRANCO
De: Ysolda Cabral


Comentei na crônica “COMPRO UMA MOTO E UMA REDE?” que, havia tirado notas baixas nas últimas provas da faculdade. Pois muito bem; cheguei hoje na sala de aula, justamente no momento em que a professora de Comunicação e Expressão, com elegância e a autoridade que a competência lhe permite, dava uma lição de moral na turma, por conta de alguns alunos terem reclamado da maneira como ela havia formulado um dos quesitos da última prova, o qual envolvia comunicação visual em torno de um certo lápis vermelho e branco.

Fiquei a matutar do que ela estava falando. Seria da outra turma ou será que tivemos provas diferenciadas? Mesmo assim não fazia sentido uma vez que, foi uma prova para dois alunos.

Naquela noite eu não estava bem e quando a professora disse que o exame seria em dupla, fui logo dizendo para Iracema que não seria de grande ajuda. Só que a Iracema estava pior que eu.

De qualquer forma respondemos as duas questões, que envolvia uma impaciente e gozadora “Mafalda” em um Shopping Center qualquer e outra que envolvia o presidente de um determinado país e um produto de limpeza conhecido.

Não havia nenhum lápis nos quadros de comunicação visual em nossa “bendita” prova.

Sem entender nada percebi que, a professora não falava mais no lápis e sim dos nossos quesitos e dentro daquilo que explanava havíamos respondido corretamente.

Então porque diabos tiramos nota cinco? O correto não seria 10?! Resolvi deixar pra lá. Porém, estava muito encafifada com a história do lápis vermelho e branco.

Quando ela concluiu a “bronca”, delicadamente, lhe perguntei sobre o lápis.

Foi neste instante que descobrimos – eu e Iracema - que a prova constava de quatro questões e não duas.

Eu nunca mais faço prova com Iracema. (Rsrs)

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Publicado no Recanto das Letras em 23/10/2009
Código do texto: T1882048

COMPRO UMA MOTO E UMA REDE?


COMPRO UMA MOTO E UMA REDE?

De: Ysolda Cabral



Andava meio dispersa, triste, inquieta, desencantada, sem ânimo pra nada. Minha amiga e colega de trabalho, a Tê Lima, dizia: “seu caso é grave e é melhor se cuidar.” Então pensei: será que “pirei” de vez e preciso de psiquiatra ou é só cansaço? Então me lembrei de pessoas que, resolvem procurar ajuda de psiquiatra e terminam doidas mesmo e/ou dependentes de remédios. Outras que enlouquecem os psicólogos. E, ainda, as que recorrem a padres, pastores, curandeiros, macumbeiros, cartomantes; enfim...


Como nenhuma dessas possibilidades me atrai, resolvi não me preocupar com nada, não fazer nada e me deixar em “câmara lenta”.


Fiquei tão lenta, tão lenta, que parecia mais a lesminha “Lúcia Já Vou Indo.”


Quando ia caminhar, caminhava quase parando. Quando ia nadar, nadava tão devagar que ora o mar me levava, ora o mar me jogava na areia como se estivesse a me punir por tanta indiferença, ou querendo me acordar. Ora ia pra faculdade, ora não ia. E foi aí que o “bicho” pegou pra valer...


Chegou à época de provas e eu me esborrachei direitinho. Nunca havia tirado notas tão baixas! Decidi deixar o curso. Para tanto, precisava imprimir o boleto de pagamento da taxa para o respectivo trancamento da matrícula. Na primeira tentativa, o site estava fora do ar. Tentei novamente mais tarde e o computador deu problema. Deixei pra mais tarde ainda e quando fui finalmente imprimir o dito cujo, a tinta da impressora acabou. Resolvi permanecer na faculdade. Imprimir o boleto estava muito complicado...


Tomei um banho frio, me arrumei, “ taquei” até um batom vermelhão, bem bonito e fui pra aula. - E, tinha outro jeito?!


Quando cheguei lá fui direto pra sala e me sentei na mesma cadeira de todo dia, aonde a Iracema – a Melzinha do Décinho - não me dá sossego nem para ler as cartinhas que seu esposo regularmente me envia por ela. Cartas com mensagens maravilhosas. Ele escreve super bem! Inclusive, estou tentando convencê-lo a criar uma conta no Recanto das Letras. Portanto, guarde esse nome “DÉCIO FERREIRA”.


Voltando à minha condição de “Lúcia Já Vou indo”; lá estou eu sentada aguardando o professor – não sabia nem de que matéria – quando Laura chegou até mim e falou: ô Ysolda que bobeira é essa de querer deixar o curso e tal? Que desânimo é esse?!!!


– Laura, (18 anos), é uma colega linda e muito inteligente (motoqueira de primeira) que me quer muito bem - e eu a ela. Olhei para ela e lhe respondi me sentindo a última das criaturas:


- As provas acabaram comigo, só tirei nota baixa!


Que vergonha, viu!!!


Ela então, incrédula com o que acabara de ouvir, falou: não entendo essa sua postura! Você está estudando num momento privilegiado de sua vida; tem tudo definido; relativamente estabilizado, livro publicado e vendendo; pode muito bem se dá ao luxo de estudar por que quer e está reclamando de notas baixas!!

Veja eu, veja! Estudo noite e dia as matérias da faculdade e também pra concurso. Você há de convir que preciso ter um trabalho legal, ter minha casa, um filho ou filha – com marido ou não – e tudo depende dos meus estudos! Não posso tirar notas baixas e nem posso perder tempo. Viu a diferença, sentiu o peso, a responsabilidade?!


E continuou; eu se fosse você estaria tranqüila e calma. Comprava uma rede, colocava no meu quarto pra estudar me balançando; comprava também uma moto, para vir pra faculdade sem me estressar com engarrafamento e pronto.


- E acrescentou: ô menina, deixa de besteira!!!


E, foi embora balançando a cabeça e me deixando com uma dúvida cruel:


Será que devo comprar mesmo uma moto e uma rede...?


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Publicado no Recanto das Letras em 22/10/2009

Código do texto: T1881230


quarta-feira, outubro 21, 2009

SALVE-SE QUEM PUDER



SALVE-SE QUEM PUDER

De: Ysolda Cabral




Da solidão da multidão

Do silêncio dos estádios vazios

Dos jogos que se multiplicam

Fora dos muros de proteção


Salve-se quem puder


Das ladainhas em procissão

Nas belas ladeiras de Olinda

Ou nas de Salvador da Bahia

Ou em qualquer vão da Sé


Salve-se quem puder


Do acalanto sem canto

Do afago do faz de conta

Do desencanto dos santos

Rosário de homem e mulher


Salve-se quem puder


Do leito profundo dos mares

Aonde descansa os mártires

Vales a vista em baixa maré


Salve-se quem puder


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Publicado no Recanto das Letras em 21/10/2009

Código do texto: T1879123

terça-feira, outubro 20, 2009

DIA DO POETA



DIA DO POETA
De: Ysolda Cabral


Hei! Pessoal,

Descobri agora que hoje é o dia dos poetas.
Paro e penso: qual o dia que não é?
Ora, se amanhece bonito,
O poeta vibra e logo com o dia compõe versos lindos!

Se amanhece feio, chuvoso, frio ou simplesmente mais ou menos,
O poeta corre e "pinta" o dia aproveitando suas cores indiferentes,
E logo faz dele um dia lindo, especial e diferente!

Se fica triste ou alegre, compõe poesias com sentimento intenso ou leve,
Fazendo da poesia sua mais forte aliada na comemoração,
Na depressão, na contemplação da própria absolvição...!

O poeta não é maior e nem menor;
Nem melhor e nem pior;
Rimando ou simplesmente combinando palavras e sentimentos,
É apenas um ser humano que transborda só amor,
Mesmo quando se mostra camuflado,
Revoltado, triste e emane desamor.

Amo todos eles.
E um pouco deles também sou.

Parabéns a todos os poetas!
Seres bem especiais.

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Publicado no Recanto das Letras em 20/10/2009
Código do texto: T1876685

NO AZUL CLARO DO CÉU




NO AZUL CLARO DO CÉU
De: Ysolda Cabral


Hoje o Sol se modificou
Cansou do seu calor
E precisando de frescor,
Suavizou

A lua pertinho lhe sorriu
E muito contente ficou

As estrelas escondidas pelo dia
Resolveram comemorar
E em círculo começaram a bailar

Contudo em total silêncio
Para não os perturbar

E assim o Sol e a Lua
Ficaram a namorar
No azul claro do Céu
Sobre as água claras do mar.

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Publicado no Recanto das Letras em 20/10/2009
Código do texto: T1876417

domingo, outubro 18, 2009

APENAS UM BEIJO



APENAS UM BEIJO
De: Ysolda Cabral


Ela recebe seu beijo
Com ou sem reflexão
Apenas por sentir
Do seu sentimento
A inexplicável imensidão

Do amanhecer ao entardecer
O seu beijo entontece
Como carícia pura do amor
Que jamais anoitece

Senti-lo é a convicção
Daquilo que se faz presente
Em todas as horas da vida
Com infinita precisão.

Da lucidez insana
Da realidade que profana
Da morbidez que inflama
Mas que não cabe punição.


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Publicado no Recanto das Letras em 18/10/2009Código do texto: T1873833