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quinta-feira, fevereiro 21, 2008

SAIR DE MIM




SAIR DE MIM
De: Ysolda Cabral

Hoje preciso que alguém fale comigo
Coisas que eu possa, ou não, entender...
Todavia, que sejam faladas com carinho
Para que eu possa adormecer.

Pode ser um murmurar,
Sem nenhuma opinião ou parecer,
Que me deixe entre o sonho e a realidade
Para assim, poder absorver
Toda essência do viver.

Hoje estou como se já fora...
Por fora mostra o agora.
O agora que é preciso sair
E depressa ir embora,
Pois nada é fora de hora...

Pode ser até bobeira minha
Entretanto, ando me sentindo
Quase como se morrer...
Viver assim é danado de ruim.
A minha volta uma multidão
A falar... A gritar... A sorrir...
E até mesmo a cantar...
Escuto e nada entendo,
Que tormento!!
Tento me reanimar
E nada acontece realmente.
Quero sair, nem que seja de mim...
Velejar, passear, flutuar...
Como pássaro ou gente.
Sentir o cheiro do amanhecer,
Em plena luz do luar,
Só, e a sonhar.

2 comentários:

Mr.Fichman disse...

Querida amiga!!
Falo com voce para que adormeça e amanheça com a alma lavada!!!
Cheia de vida e sempre iluminada

Com carinho

Anônimo disse...

Ysoldaaaaaaaaaa!!!
Sem palavras,sobre essa poesia...
estou em estado de contemplação.
Minha amiga,vc se supera em tudo
a cada dia, é uma honra pra nós
"MUHERES" te-la em nosso clã...
bendita sois entre nós!
Te amoooo guerreira do vento.
Besos da tua discípula Sú.