Seguidores

terça-feira, março 18, 2008

COMO UM AÇOITE


COMO UM AÇOITE
De: Ysolda Cabral

Meia noite
Meio dia
Meia vida
Meio sem saída

Saída sem jeito
Efetivamente com efeito
De partida
De despedida
Que deixa saudade
De morte

Cheiro da noite
Cheiro de frio
Que esfria
Que arrepia
Que não sossega
Que deixa só o vazio

Vazio repleto de esperança
Para uma mudança
Que virá ao nascer do dia
Ou ao meio dia
Ou ao cair da noite
Como um açoite
Para acontecer
Se houver a sorte.

3 comentários:

livinha27 disse...

Ysolda,
Expectativa, busca
aguardo de mudanças
algo que desconhece,
uma surpresa qualquer.....
As vzes uma insatisfação
outras vezes não,
mas tá no ar, um desejo
que te anseia o viver...
algo que tira o sossego
outras vzes promove prazer...
Dias, noites, tempo não pára
e a procura insessante do
não sei o quê...
Valsa? samba? anjos e serafins?
o que está escondido bem lá no fim?
é como um pote de ouro
na ponta do arco-íris a mostrar
e que vc não pode alcançar....
Assim veio suas palavras soltas
àquelas, saídas do fôrno...
e como águas transparentes
conforme lia, eu me via
nesse espelho reluzente...
Assim é nosso tempo
à mostra de contratempo
que vai nos levando,
levando a sonhar....

(Livinha)

ysoldacabral disse...

Livinha,

Maravilhosa sua "réplica", viu?

O que será que a sorte ainda nos trará? :)

Beijos amiga querida

Anônimo disse...

Com este poema que acabei de ler. Creio eu que está na fortaleza do dominio do saber. Do escrever , do dominar. Pefeito para ler . Pena que ao terminar, agente assim mesmo quer mais
Inara