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quinta-feira, março 13, 2008

NOCAUTE NA TRISTEZA





Nocaute na Tristeza
De: Ysolda Cabral


Hoje a tristeza me bateu
Sem dó ou compaixão.
Ela é muito achegada a isso.
É sádica e traiçoeira
E eu fiquei sem ação...

Ela chega sem a gente convidar.
Instala-se de maneira sorrateira,
Tomando conta da gente,
Machucando pra valer,
Sem se preocupar,
Se vamos agüentar.

Ah, mais eu agüento,
Agüento sim!
E vou logo avisando:
Pode bater a vontade,
Pois logo vem a revanche
E de um sôco só,
Jogo você na lona,
Apenas num piscar!

Sou alegria,
Não sou agonia,
Sou da harmonia
E sei que posso
Assim lhe derrotar.

Portanto, vá embora!
Aqui não há lugar,
Para você ficar.
Vá bater em outra porta.
Numa porta que,
Bata-lhe na cara à porta
E você caia morta
Para nunca mais
A ninguém atacar
.

2 comentários:

Andarilho disse...

Parabéns (ainda que atrasado)
pelo "Dia da Poesia"

Beijinhos

A. I,

Anônimo disse...

Andarilho,

Que alegria saber que você "andou" por aqui!!!
Obrigada duplamente. :)

Ysolda Cabral