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sábado, novembro 14, 2009

O DIA DE AMANHÃ



O DIA DE AMANHÃ
De: Ysolda Cabral


Batucada no ar...
O ritmo é bom e contagiante.
Ela lá e eu aqui a " batucar" no meu teclado,
Um tanto gasto...
Um tanto irado comigo...
Uma vez que o tenho pouco procurado...

É que a inspiração anda longe de mim,
E a liberdade para compor anda meio limitada.
Culpa dos entendimentos truncados e distorcidos,
Que deixam qualquer poeta entristecido,
E sem vontade de nada.

Ele olha para o Céu e não vê a lua e nem as estrelas;
Vai ao mar e não sente vontade de mergulhar;
Encontra uma criança e não se enternece;
Tem um jardim e não sente o seu perfume em noite de primavera;
Do amor não quer notícia e da saudade quer distancia.

O poeta triste não quer conversa,
O dia de hoje pesa e a noite promete que, talvez, amanhã,
O dia seja diferente e lhe traga bons presságios
E as boas notícias que tanto espera.
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Publicado no Recanto das Letras em 14/11/2009
Código do texto: T1923842

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