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terça-feira, fevereiro 10, 2009

AMANHECER AO LÉU


AMANHECER AO LÉU
De: Ysolda Cabral


Minha alma impregnada de você,
Anda cansada, desencantada,
E, não quer mais se despir,
Dos versos tolos nas madrugadas...

Deteve-se ontem na lua,
Redonda, cheia, bela e baixa,
E por dedução, julgou
Impossível vê-la de sua casa...

Entendeu, como uma mãe dedicada,
Que precisava do céu descer,
Para companhia me fazer,
Já que comigo você não estava...

Ficamos juntas,
Aguardando a alvorada.
Quando ela chegou,
Toda iluminada, perfumada e alva,
Minha alma chorou e sem tirar o véu,
Deixou o amanhecer ao léu,
Pois nele não viu beleza e nenhuma graça.

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Publicada no RL

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