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sexta-feira, setembro 12, 2008

SEMÁFORO LUNAR




SEMÁFORO LUNAR
De: Ysolda Cabral


A rua está deserta
A hora é incerta
O tempo confunde
A chuva é intensa
E está muito forte...


Divertindo-me descubro
Que estou em cima
E também estou em baixo
É que estou vendo o meu reflexo
No asfalto molhado...


Entre um e outro
Pergunto-me pela minha sanidade
Aí percebo os meus sapatos
Completamente encharcados...


Tiro-os, não muito fácil,
Firmo os pés descalços e sigo
Para onde, não importa
Estou aonde preciso estar
E não irei me rebelar...

Apenas, quando estou triste,
Por vezes, sorrio muito,
É que acho engraçado e absurdo
Quem tem vista
E teima em viver no escuro...


Por isso digo:
Rio do perigo
Choro de felicidade
Sou toda o contrário...


E assim vou, sem muita direção
Aguardando o coração
- meu indispensável semáforo -
Fazer a sinalização
Nem que seja à força
Do luar da imaginação.

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