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sábado, maio 24, 2008

ALMA DE POETA



ALMA DE POETA
De: Ysolda Cabral



Alma de poeta
Não é uma alma qualquer
É uma alma que sofre
Mesmo quando ama
E quando amada ela é.


Amigo poeta
Nem sei o que lhe dizer
Pois minha alma também sofre
Por não entender
Que agonia é essa
Que tanto faz doer...

E não entendendo nada
Com vontade e sem razão, cria regras,
Abdicando do desejo sem vacilação
Para viver de efêmeras quimeras
Mesmo que não tivesse corpo
Onde batesse um coração.


Ah! Meu amigo poeta
Que alma é essa que não sabe
Ter integridade e harmonia
Se, na sua loucura ou sabedoria,
Tudo está relacionado
Ao amor legítimo que sente?!

Quem, em sã consciência,
Uma alma dessas almejaria?
Um louco qualquer
Um vagabundo
Em qual mundo?
E que mundo uma alma assim
Condenaria?


8 comentários:

Anônimo disse...

Em nenhum mundo, Ysolda.

Anônimo disse...

Linda, linda linda poetisa e poesia!
Um forte abraço!
Ameiii o poema!!
Júlia

Anônimo disse...

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme
Zenaide

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Amor incondicional disse...

Fantástico poema amiga!!
bjs

Ryan disse...

Certamente a minha, minha amiga... Acredite!
Beijos e parabéns!