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domingo, setembro 23, 2007

HORA DE REGAR








HORA DE REGAR
De: Ysolda Cabral




Hoje a tarde estava quente e ensolarada,
Deixando minha hortelã meio sonolenta
E sem vontade de perfumar.
Eu me deixei por ela contagiar
E resolvi cair na cama,
Para dormir sem sonhar...

De repente o tempo pára.
Tudo fica quieto e estático.
Som algum se faz ouvir.
A vontade de dormir vence facilmente.
E me leva pra lugares,
Nunca imaginados por mim.

Queria apenas dormir...
Lugar algum queria ir!
Senti vontade de voltar,
Mas algo não me deixava vir...

Tentei acordar;
- Não conseguia!
Tentei gritar;
- Não podia!
Tentei chorar;
- A lágrima não caia!

De repente...
O vento soprou,
Minha hortelã reagiu
E me acordou
Envolvendo-me,
Com seu suave perfume,
Como se assim falasse:
Hei, dorminhoca,
Acorda que a noite chegou!

domingo, setembro 16, 2007

PARCO IMAGINÁRIO



PARCO IMAGINÁRIO
De: Ysolda Cabral


Você pode achar que lembrar
É viver do passado
Para se lamentar
E encontrar desculpas
Para não lutar...

Talvez você tenha até razão
Em nesta façanha acreditar.
Entretanto, muitas vezes,
As lembranças levam você
A se entender ou a se encontrar.

Reencontrar-se não é fácil,
Mesmo quando o encontro
É ajustado e marcado.
Mesmo assim algo pode falhar...

E quando a falha acontece
Você sofre calado, sozinho,
Violentado, sofrido
E completamente aniquilado.

Tenta juntar os pedaços,
Que não são mais encontrados.
Então você se sente morrer
Num canto qualquer,
Do seu parco imaginário.


sexta-feira, setembro 14, 2007

FRAGMENTOS DE LEMBRANÇAS




FRAGMENTOS DE LEMBRANÇAS
De: Ysolda Cabral


Pequenos fragmentos de lembranças
Em frações de segundos
Consegue nos levar no tempo
E nos trazer de volta
Sem mágoa
Porém no peito
Uma tristeza imensa ...


Pequenos fragmentos de lembranças
Deixa-nos sonolentos
Quase sem movimento
Sem depósito de mantimento
Para reserva do alimento
Que a alma precisa para ocupar
O seu espaço do agora ...


Agora que já passou da hora
Que dissimulada engana
E as pequenas faltas
Deixa-nos aniquilados
Sofridos e amargurados
Com vontade de sermos
Qualquer coisa
Menos o que somos agora...

quarta-feira, agosto 29, 2007

INCOERÊNCIA











Poesia composta aos 23 ( acabei de encontrar o original com a data de 19/03/1977 )







INCOERÊNCIA
De: Ysolda Cabral

O ídolo cai,
O homem aparece,
O poeta se impõe.
Alegria, euforia, tristeza...

Surpresa,
Impacto,
Curiosidade,
Felicidade!
Remorso,
Ou decepção?

Sentimento de culpa...

Vontade de ficar perto,
De não estar,
De estar longe,
De não ficar...
De conter a fera,
De não conter...
De não contar,
Para não mostrar...
Vontade de viver,
Viver o quê e pra quê?

Sentir, sonhar, flutuar...
Pés no chão cansados,
Sofridos, magoados;
Má interpretação,
Simulação,
Saudades,
Insanidade,
Ou inspiração?

Solidão...

Descoberta,
Constatação,
Descrença é a justificação?

Medo da quietação
Respiração parada
Coração disparado
Mentes e corpos,
Inflamados e acelerados;
Representação?

Carência...

Uma lágrima apenas...
Tudo desaparece,
A calma se faz...
Silêncio!
Esquecimento,
Indiferença é PAZ?






PS - Por dentro não mudei e isto é incoerente.



sábado, agosto 25, 2007

AMOR DE SOBRA


AMOR DE SOBRA
De: Ysolda Cabral

Hoje as asas do meu coração
Foram irremediavelmente quebradas.
Não poderei mais voar...
Também não poderei mais cair...
Também não poderei mais chorar...
Talvez... Louca que sou,
Poderei ainda sorrir.
Sorrir de sorriso puro,
Como puro é meu coração
Mesmo quebrado, dilacerado,
Triste e inconformado
Com os desencontros de encantos
Que a vida promete,
Mas não dá.
Paro e penso: se meu coração tem asas quebradas;
Porém minha cabeça está louca para voar
O que me impede de ir rumo a algum lugar
Onde minha tristeza será curada,
Minha alegria restaurada
E as asas do meu coração
Quem sabe...
Não venham a cicatrizar?
Alguém pode pensar: é mal de amor...
- Não é isto não Senhor!
Amor tenho de sobra para dar.
A questão é que,
Hoje poucos querem saber
De amizade sincera,
Sentimento verdadeiro
E Fé.

domingo, agosto 19, 2007

ELA É UM ROUXINOL

DILÇA E ALÍRIO CABRAL
NOSSOS PAIS QUANDO NAMORADOS




ELA É UM ROUXINOL
De: Ysolda Cabral


Hoje é um dia especial
E muito cheio de alegria.
Não cabe tristeza, dor, agonia...
Saudade e nem melancolia.

Hoje só lembranças bonitas.
E se houver saudades...
Serão de coisas boas
E muito fáceis de recordar;
Revivendo cada uma delas...

Terraço de casa em festa...
Violão... Bandolim...
Muita conversa em prosa,
Rimas ricas e engraçadas
E em tudo só beleza e harmonia.

E através do raro,
E belo canto de nossa Rouxinol
Que, nos acaricia
E ainda cuida de nós,
Suas crias,
Geradas na semente de sua sabedoria.
Somos todos uma só energia.

Quando lhe digo:
Você é minha mãe preferida.
Você fica toda faceira!
Sua face serena e bela sorrir,
E com jeito, ainda de menina,
Olha para mim e pergunta:
E você tem outra mãe, minha filha?!

Parabéns, mamãe, pelo seu aniversário,
Que Deus nos conceda a graça de tê-la
Por muitos anos mais.
E, quando apagar a velinha do bolo,
Feche os olhos e peça a Ele:
Outros tantos mais!

Amamos você do fundo do coração.
Seus,
Inára, Íris, Ilo, Ysolda e Yara ( filhos )
Ytana, Humberto,Yrama e Yauanna ( netos )
Ylana ( bisneta chegando)
Ângela ( nora ) Ângela Arruda ( sempre amiga )
Benjamin Cavalcanti, Humberto Siqueira ( Genros)
Rodrigo Fernandes ( pai de Ylana )

PS. Papai, ainda compondo para você belas canções de amor, diz:
Dilça, vamos caminhar juntos e de mãos dadas sempre.


quinta-feira, agosto 16, 2007

ENFERMARIA E SONHOS





Enfermaria e Sonhos
De: Ysolda Cabral


Cá estou novamente,
Não no mesmo lugar,
Mas na mesma situação...
De agonia, de ironia,
E de espera,
Daquilo que é muito
Ruim esperar.

Escuto pranto,
Risos e muitas falas...
E nas paredes falsas,
Muitos toques.
Entre eles o silêncio,
Tentando se fazer notar.

É preciso que ele aconteça,
Para se refletir e melhorar.
E assim a esperança,
De tudo que se sabe,
Impossível alcançar,
Talvez só por um instante,
Venha a nos socorrer e aliviar...

Do meu canto,
Inconfortável e franco,
Tento me encostar
Nos meus sonhos,
Cada vez mais raros
E difíceis de sonhar.


domingo, agosto 05, 2007

SEM COMPARAÇÃO


Sem Comparação
De: Ysolda Cabral


Gosto de tudo que é belo
E em tudo há seu toque
Não compare
Apenas sinta
A verdade

Feche os olhos
Bem suavemente
E não lamente nunca
O que sente

A música é sublime
O amor não reprime
A saudade não mente
E você que agüente

Agüente até não mais puder
Logo algo acontecerá
E você perceberá
Aonde você está
E com certeza entenderá
Todo o porquê

Não tema
Não ceda
Não venha a entontecer
Tentando-se enganar
Pois isto jamais acontecerá

Irei até o fim
Pensando ser assim
Que a vida não é só isto
Que vivemos
Que vemos
Que sentimos
É muito mais,
Enfim.


sábado, julho 28, 2007

COR QUE O VELUDO NÃO TEM



Cor que o veludo não tem
De: Ysolda Cabral


A tarde está silenciosa e fria.
Chove e minha jardineira de hortelã,
Verde, bonita e cheirosa,
Adora.

Olho para ela daqui,
Sinto que ela me olha de lá.
E me faz um carinho,
Mandando-me um cheiro gostoso,
Misturado de terra, chuva e do mar.

Seu verde é da cor da esperança.
Suas folhas aveludadas,
Lembram-me quando em criança,
Vestia-me do mais lindo veludo,
Fosse ele de qualquer cor.
Só não podia ter cor de lembrança.

Lembrar às vezes é até bom...
Coisas boas, leves, engraçadas e soltas.
Só não gosto de lembrar,
De coisas tristes.
Pois é perda de tempo
Que nos fazem sofrer a toa.

Lá fora continua chovendo.
Os cheiros se misturam,
A cor do dia também.
Meu coração chora...
E se continuar assim,
Vou é parar muito além...

Portanto mando agora,
A tristeza embora,
Para bem longe de mim.
Fui feita de alegria,
De amor e harmonia...
Não agüento mais,
Nenhuma agonia.
Só assim, ficarei bem.




quarta-feira, julho 18, 2007

Y A U A N N A




Hoje é Seu Aniversário!


Já lhe dediquei tantas poesias!
Todas tão insignificantes...
Até mesmo muito bobas,
Diante do poema vivo;
Que para mim é você.

Hoje, mais um aniversário,
Mais um ano de muita felicidade,
Principalmente;
Porque tenho você.

Dizer-lhe que é meu presente de Deus;
Você já sabe.
Dizer-lhe que seja feliz sempre;
É bobagem...


Mas, dizer-lhe que amo você;
Independente de tempo...
De lugar e em qualquer condição;
É relevante e verdade.

Feliz aniversário filha linda!
Que você comemore sempre esta data,
Lembrando-se de agradecer,
O presente maior que Ele lhe deu:
A VIDA.

PS. Seu pai, antes de sair para o trabalho,

Deixou-lhe um lindo buquê de botões de rosas,

Para, juntar-se a você . :)




quinta-feira, julho 12, 2007

JARRO SEM FLOR






Jarro sem Flor
De: Ysolda Cabral

Ando tão triste comigo mesma,
Que nem percebo o tempo passar.
Ele passa tão rápido,
Deixando em mim sua marca,
Só para se mostrar.

Tempo mostrado...
É mesmo tempo temperado,
De passado marcado,
Por momentos vagos,
Não muito claros,
Que nos deixa vazios,
Como um jarro sem flor.
- Nossa que horror!

O tempo não pára,
Não perdoa,
E nem consola.
Apenas ameniza,
Uma ou outra dor.

Penso que sou sua dona,
Mesmo sabendo que não sou.
Resolvo então lutar,
Não me entregando,
A sua força e vontade,
Só para me consolar.

E me consolando,
Vivo a viver e a penar.
E deste jeito,
Não vale a pena sonhar.
Mas o surpreendente é que sonho,
Pois não consigo parar.


O tempo pode deixar,
Em mim suas marcas...
Mas, os meus sonhos,
Ele jamais marcará!




quarta-feira, julho 04, 2007

INÁRA CABRAL


INÁRA

Inára é como água cristalina.
Pura, bela, clara e calma,
Como um regato,
Da floresta mais encantada,
Que possa existir nos contos de Fada.

Ela é uma irmã completa.
Um favo de mel!
Sempre presente na vida de todos nós.
Entretanto, se preocupa demais.
E fica braba quando digo:
Pára Inára e viva mais!

Passa o dia,
Passa a noite,
Passa o tempo...
E ela não olha para trás,
E nem se importa,
Só pensa em nós!

É um Anjo de Guarda,
Com muita serventia.
Achar isto certo,
É mesmo egoísmo e covardia!

Por isto lhe peço,
Irmã caçula e muito amada,
Se esqueça um pouco de nós,
Continue o Anjo que é,
Mas sem muita serventia.

Coloque o seu vestido mais bonito,
O seu perfume preferido,
E vá comemorar,
Seu aniversário,
Com muita alegria.

terça-feira, julho 03, 2007

GOSTO DO FRIO


Gosto do Frio
De: Ysolda Cabral


Ah, adoro o frio!
Entretanto, um frio leve,
Que me leve aonde eu for,
Com muita disposição e amor.


Que me deixe bonita,
De bochecha rosada,
Sem precisar de nada.

Que eu possa vestir,
Roupas quentes
E bem confortáveis.
Para andar pelas ruas,
De vilas e cidades...

Um frio gostoso,
Que traga ao corpo,
Um arrepio feliz.
E bem agasalhado,
Afaste até mal olhado,
De qualquer infeliz.

Infeliz que não sabe,
Sentir coisas boas,
E tenta nos deixar,
Como ele pensa e diz:

Que não somos iguais,
Que queremos ser mais,
Que nos sentimos os tais;
Quando tentamos apenas,
Ser feliz e ter paz...


domingo, julho 01, 2007

NADA SEI




Nada Sei
De: Ysolda Cabral

Olho à minha volta e o que vejo,
São formas sem sentido,
E logo esqueço.
Parece que estou noutro lugar,
Onde só há beleza,
E nenhuma certeza.

Certeza de onde estou,
Do que sou,
Pra onde vou,
Como vou,
E se realmente sou...

Sei que sou de paz,
Não sou de guerra.
Sou da alegria,
Não da tristeza.
Disto estou certa.

Sou do canto,
E me encanto,
No meu canto,
Quando canto.

Os meus sentidos,
Só emito,
Quando sinto,
Que serão por mim,
Ouvidos...

Só sei se é certo,
O que é certo,
Quando erro.
E isto não acontece,
Quando quero.

Ah, como meu querer é incerto!

domingo, junho 24, 2007

MAIS UMA VEZ DANCEI


Mais uma vez dancei
De: Ysolda Cabral


Passou Santo Antonio,
Passou São João.
Passou a vontade,
De conferir a animação.

Logo chegará São Pedro,
Que passará também,
E eu vou dizer:
Ainda bem!

Ano retrasado foi chato.
Ano passado também.
Este ano foi pior ainda,
Pois não fiz, nas festas juninas,
Nem a comida que comi.

E mesmo assim...
Alguns quilos eu ganhei.
Se tivesse dançado um forrozinho,
Ou um xaxado, bem caprichado...
Teria me saído é muito bem.

É que sou de Caruaru seu moço!
E lá, o que é que tem?



sábado, junho 23, 2007

CINCO IRIS


Cinco Íris
De: Ysolda Cabral

Andava meio sem inspiração,
Um cansaço anormal e enfadonho,
Bem no centro do meu coração.
É que tudo estava fora de lugar,
E não dava para vislumbrar,
Nenhuma direção.

Dormir ou acordar?
Muito para fazer...
E nenhuma vontade,
Fazia-me mover do lugar.

Seria apenas um sonho,
A me levar por caminhos,
Incertos e inversos,
Dos caminhos percorridos,
Na lucidez do certo?

Campanhia toca!
Ouço e prontamente levanto.
Abro a porta e dou de cara,
Com quatro íris encantadas.
Duas, na face de minha irmã Íris,
E duas, bem pequenas,
Nos seus braços.
Somando todas, s
ão cinco.

Naquele momento vi claramente,
O amor de Íris pelos animais.
Trazia em seus braços,
Sua nova cachorrinha,
Que veio para se fazer amar,
Sem precisar fazê-la,
Esquecer sua linda amiga Belinha.

Valeu minha irmã!
Cuide bem de sua nova cachorrinha,
Que só alegria a todos nós dará.
Que nome ela terá?
- Chica, Tica, ou Lica?
Que importa qual será?
O importante é que você tem
Muito amor para dar.


sábado, junho 09, 2007

SAUDADES





Saudades
De: Ysolda Cabral

Hoje estou triste mais que o normal.
Muita gente amiga e querida está saindo do Orkut.
Umas se despediram.
Outras, de tanta tristeza, não tiveram coragem.

Por que será que coisas boas e puras,
Logo desaparecem e as que não prestam,
Proliferam, facilmente, por todos os cantos,
Calando a alegria e trazendo só desencanto?

Por que será que há mais dor que amor?
Por que será que continuo achando que,
Para tudo há um jeito,
Quando tudo está mesmo sem jeito?

Por que será que não paro de sonhar
E de querer calar o pranto?
Por que será que sinto saudades,
Hoje de mim, quando menina,
mesmo quando não havia encanto?

terça-feira, maio 15, 2007

ESTOU FELIZ




Estou Feliz
De: Ysolda Cabral

Não!
Sou feliz mesmo quando não estou.
Sou do sol e sou de lua também.
Não sou diferente de ninguém.

Sim!
Tenho tristezas e alegrias,
Decepções e alergia,
A quem não sabe que para a vida,
É apenas aprendiz.

Claro...
Que sinto saudades!
Não esta saudade triste e solitária,
Que a maioria sente e fala,
Dizendo ser depressão.

Agora é a hora!
Ser feliz é um estado de espírito,
E quero sempre tê-lo,
Mesmo o que o dia seja árduo e torto
Não desisto dele não.

Solidão?
Sinto não!
Tenho tanto o que lembrar,
Tenho tanto pra fazer,
Que não dá para sentir,
Isto não!

sexta-feira, maio 04, 2007

NOSSA SENHORA


Para: Ela Nossa Senhora
De: Ysolda Cabral

Ando com uma série de problemas.
Pedi a Nossa Senhora do Desterro,
Que falasse com Seu Filho Jesus,
Intercedendo por mim,
Para Ele me conceder um alento.

Ela imediatamente foi até Ele,
E como Mãe Lhe falou.
Ele prontamente atendeu,
Pois não havia outro jeito!

E assim acabo de receber,
A Graça de um pouco de sustento,
Nesta minha caminhada,
Que muito alívio trás,
À minha alma.

E desta forma agradeço,
A Graça alcançada.
Peço então a você que,
Por favor, não desista,
Tenha paciência
E muita fé.
E assim...
Tudo afinal passa.

MEU REFLEXO


Meu Reflexo
De: Ysolda Cabral


Para não perder o chão,

Resolvi ele polir,

Para que brilhasse muito...

E me fazer sorrir.


Queria no meu chão,

O brilho que a lua dar,

Sem nenhum esforço ao mar.


Então peguei uma vassoura,

Um balde com bastante detergente,

Uma toalha bem fofinha,

E ele foi lavar.


Depois de bem lavado,

Enxuto e bem limpinho,

Passei-lhe a cera indicada,

E fiquei a espera dele secar.


Peguei meu violão,

E comecei a tocar e a cantar.

E o chão passou a me esperar...


Depois de longo tempo,

Lembrei-me dele.

E, com muita pena,

Larguei meu violão...

E fui polir o chão.


Quando o brilho começou a aparecer,

E eu a me alegrar,

Sem nenhum tombo levar,

Já que eu era a lua,

E ele era o mar...


As pernas ficaram bambas...

A cabeça meio tonta e a rodar.

Fui correndo para o banho,

E caí depressa na cama,

Nem vi o chão brilhar...

Mas tive lindos sonhos,

Isto eu posso assegurar
************************************
Para: Minha amiga Ysolda
De: Valéria Brasil
"A lua cheia tão linda,
também brilha no meu chão...
passei o dia inteirinho
limpando com água e sabão!
Pensei: - Vou escrever pra minha amiga!
E dizer-lhe por compaixão:
- Será que nos duas querida!
Temos a mesma missão??
Se não for
eu toco em frente,
não me assusto,
nem me abalo,
Penso somente:
- se de tudo nós duas,
não temos nada igual!
Temos o sentimento
muito terno e fraternal.