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quinta-feira, junho 18, 2009

RASCUNHOMUSICAL


RASCUNHOMUSICAL
De: Ysolda Cabral



Ouvindo Josué, do Rascunhomusical, associo o seu canto ao canto do acauã. O engraçado é que nunca ouvi o canto desse pássaro, apesar de ser do interior do Estado de Pernambuco, tendo em várias ocasiões viajado para o alto sertão. Talvez seja por conta da música de Luiz Gonzaga. Não sei...

O trabalho desse artista maravilhoso - escritor recantista – é extraordinário! O conheci no Recanto das Letras e fiquei sua fã e ouvinte assídua, principalmente em momentos como o de agora. - Cheguei do trabalho, cansada, irritada de ficar presa num engarrafamento por mais de uma hora e outras coisinhas mais e comuns a qualquer mortal.

Sem muita paciência pra fazer qualquer coisa, resolvo entrar na Internet. E só ouvindo Josué consigo relaxar e é este o objetivo de seu trabalho. Quando acessamos seu site - link abaixo - encontramos a seguinte declaração:

“Minhas canções são, na maioria das letras, um convite a reflexão. Letras que procuram chamar a atenção para o universo interior de cada um, ou que abordam temas como o nosso planeta, o preconceito, dentre outros.

Não devem ser percebidas como fundo musical ou uma "levadinha" para simples entretenimento.

São canções que remetem à paz e ao autoconhecimento; não pregam violência, segregação nem aderem a qualquer tipo de movimento, seja religioso, político ou social. Apenas podem expor em alguns momentos a agressão do homem contra si mesmo, contra o próximo e contra sua própria casa.

O estilo das canções varia bastante, entretanto, mantendo uma razão ou objetivo.

Algumas canções iniciam em um certo contexto, migrando, ao se desenvolverem, para outro plano musical.”

Realmente suas canções são divinas, como por exemplo:

Quando a Noite Chega,
A Noite na Varanda,
A Moça da Lua,
Quando a Gente Gosta de Alguém,
La Fuerza Del Corazón,
Negro Querubim,
A Valsa dos Namorados Apaixonados,
Os Quatro Elementos...

E tantas outras canções maravilhosas, as quais facilmente nos transportam para o mundo da calma absoluta e da reflexão.

Parabéns, Josué, pelo belíssimo e relevante trabalho.


http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/rascunhomusical/

Vale a pena conferir também no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=38IWl7Y8Suk

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19/06/2009 08h25 - rascunhomusical
Olá Ysolda, é uma honra encontrar tamanha homenagem aqui no seu espaço e no blog. Reendereço-a à você que é uma pessoa cheia de virtudes a quem apreciamos muito. Obrigado. Muita paz.

RESGATE DE MIM




RESGATE DE MIM
De: Ysolda Cabral


Hei! Estou aqui
Refém de mim
Isso precisa ter fim

Hei! Há alguém aí?
Estou aqui!
Bem aqui!

Alguém me escuta?
Responda-me, por favor!

Preciso sair do cativeiro
Que me prende e tortura
E gradativamente me mata

Preciso correr pro mar
Mergulhar, nadar
Sem tempo de voltar

Hei! Tem alguém aí?
Me resgata!


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Publicada também no Recanto das Letras

quarta-feira, junho 17, 2009

FUI CONFUNDIDA


FUI CONFUNDIDA
De: Ysolda Cabral


Encontrei um rapaz
Ele parou e me olhou
Deu-me uma rosa
E foi embora

Fiquei a olhar a rosa em minhas mãos
Surpreendida e sem entender nada
E fiquei a pensar o que faria com a rosa
Se a colocaria num jarro,
No cabelo ou a jogava fora

Resolvi então dá-la de presente
A primeira pessoa que passasse por mim
E neste momento passou uma bela jovem

Não tive dúvidas e lhe dei a rosa
Ela na mesma hora me olhou feio
Jogou a rosa fora e foi embora

O que será que ela pensou de mim?!

(Rsrs)


Publicado no Recanto das Letras em 17/06/2009
Código do texto: T1654132

BANHO DE VIDA


BANHO DA VIDA
De: Ysolda Cabral


O dia está lindo, agitado, cheio de vida,
Desencontrado, atrapalhado, fora de hora...
Com morte.

Buzina pra todo lado.

Pessoas com pressa passam...

Como um sinal tem uma morta.
Que droga!
Fazer o quê?
Ninguém se importa...
Só querem vê!

Rezo daqui e dou graças,
Menos uma a sofrer.
Não vou me entristecer.

Hoje quero ser feliz!

O mundo pode acabar
Que não estou nem aí!

Entro no Orkut – que alegria!!!!
É tanto bom dia!!!

Vou ao Recanto,
É só encanto!!!
Os poetas dão show de poesia,
Que maravilha!!

Credo nublou!!
Ah, besteira!
Um banho de chuva agora,
Seria o máximo!
Eu vou.

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Publicada também no Recanto das Letras.

domingo, junho 14, 2009

AUSENTE POR UM TEMPO - E JÁ DE VOLTA :)




QUE COISA!
De: Ysolda Cabral


O vento agita as folhas do jardim
O sol é forte e o dia parece não ter fim
A claridade é tanta que encandeia
E eu fico a pensar no que me rodeia

Tudo parece igual
E estranho ao mesmo tempo
Fixo o olhar da mente para fotografar
O significado do que estou vendo
E me apavoro sem me conformar
Afinal hoje não quero ser gente

Quero ser flor...
Mas ela também sente dor
Quando sem piedade
É arrancada do seu habitat

Então serei pássaro
E sairei por aí sem destino certo
Voando pelo prazer de voar
Mas posso cair e me machucar

Acho que vou ser peixe no mar
Mas também não vai prestar
Sempre tem um maior
E com certeza me destruirá

Ah, que coisa medonha
Não tem mesmo jeito
Só consigo ser Ysolda


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PS. Se adoro escrever como posso parar?

sexta-feira, junho 12, 2009

UMA HISTÓRIA DE AMOR - CYLA DALMA & YSOLDA CABRAL



UMA HISTÓRIA DE AMOR
POR: CYLA DALMA & YSOLDA CABRAL


CANTO DO URUTAU

Suavemente
A brisa foi soprada
Pelo labirinto do nada

Uma tênue penumbra
Escondeu a presença
Camuflada da mãe-da-lua

Enquanto isso
As águas mansas
Escorriam pelo leito
Sinuoso da terra

De repente
Do infinito
Ouviu-se o canto de amor
A chamar pela sua amada

Em ritmo plangente
De esperança
Ou de lamento
É o grito do Urutau

Silêncio na mata
Solidão...
Quietude...
A paralisar o espaço-tempo

Depois...

Nada mais se sabe...

Cyla Dalma

********** # ********** # **********# **********

MAS EU SEI E VOU CONTAR

Ao ouvir o grito plangente do Urutau
Sua amada que estava a banhar-se
Nas águas mansas do leito sinuoso da terra
Protegida pela mãe-da-lua... Emergiu

Bela, alerta, ansiosa
E louca de amor e de saudade
Pelo espaço voou ao encontro do amado

Porém no infinito do nada
Uma de suas asas partiu
E ela caiu em ritmo acelerado
E o silêncio de longe se ouviu

Toda a mata do espaço-tempo
Chorou lágrimas de tristeza
E o solitário pássaro noturno
Em alerta ficou

Urutau guiado pelo lamento
Logo sua amada encontrou
E com a delicadeza dos que ama
De sua asa cuidou...

Depois...

Juntos voaram para além do Céu
E lá ainda hoje vivem
O seu grande e infinito amor
Num mar de estrelas sem véu...

Ysolda Cabral

**********

Feliz dia dos namorados a todos que amam verdadeiramente.


Publicado no Recanto das Letras em 12/06/2009
Código do texto: T1644914

quinta-feira, junho 11, 2009

ANGUSTIADA


ANGUSTIADA
De: Ysolda Cabral


Tento e não consigo
Destruir as fotografias
Que guardei na memória
Mesmo agora!

Já aquelas músicas
Escutei até enjoar e joguei fora,
Mas guardei uma cópia
-Que droga!

Estou a "trinta mil pés"
A procura de silêncio e calma
E só escuto o protesto de minha alma
Dizendo-me pra deixar de ser burlesca
E voltar já pra minha casa

Não escuto e continuo com força e garra
Talvez eu chegue a outra Galáxia
Aí deixo por lá, pelo menos a saudade,
E de lá eu volto menos angustiada...

*********

quarta-feira, junho 10, 2009

DIA ADIADO





DIA ADIADO
De: Ysolda Cabral


O dia me parece indefinido
Não identificado
Nascido antecipado ou adiado
Ou já vivido e já passado

Não grito
Não choro
Não rio
Não me assusto
E não me importo

Hoje não estou aqui
Então tanto faz
Que o dia esteja assim

Começou cedinho
Sem madrugada
Sem orvalho
Sem canto dos pássaros
Tudo parado

O sol ao nascer parecia pálido
Então as nuvens o guardaram
Todas as cores mudaram

Vou voltar a dormir
E só vou acordar
Quando este dia sumir
**********
Publicada tb do Recanto das Letras

domingo, junho 07, 2009

CINCO SENTIDOS





CINCO SENTIDOS
De: Ysolda Cabral


AUDIÇÃO
Com controle-remoto
Seria o máximo

Diminuída
Aumentada
Silenciada

Grande invenção!

OLFATO
Filtrado, refinado
Pelo perfume de tua pele

Meu trato...

PALADAR
Dispensado
Menos pro beijo amado

Infinitamente adoçado...

TATO
Imprescindível

Carícia
Afago
Atos preparados
Improvisados
Pretendidos
Requeridos
Nossos cuidados

De fato...

VISÃO
Ver-te
Pura emoção

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quinta-feira, junho 04, 2009

DESEJO



DESEJO
De: Ysolda Cabral


Estou tão emotiva, tão amorosa,
Tão saudosa e tão repleta de amor,
Que transbordo como um rio,
Em dias de chuva forte...

É que amo de maneira pura e nobre,
Sorrindo e chorando...
E assim o sentimento se descobre.

Meu amor me faz bonita, carinhosa,
Cheirosa, querida, gostosa,
Autentica rosa em botão,
Saída totalmente do chão...

E, quando você não “liga” pra mim,
Fico irada e viro bruxa malvada,
Que roga praga e em rápida decisão,
Retira a praga por pura superstição.

Quando a ira passa,
É uma confusão!
Pois meu amor está maior,
Transbordando de desejo e emoção...

Que teima em sair pela aí,
Como se fosse cantor,
Cantando em tom maior,
- Só pra você -
Todas as canções de amor.
.
**********
Publicada tb no Recanto das Letras

quarta-feira, junho 03, 2009

SE EU FOSSE FLOR



SE EU FOSSE FLOR
De: Ysolda Cabral

Se eu fosse flor
Para não sentir tristeza e dor
Margarida eu não seria
E se fosse me esconderia
Independente de ser par ou ímpar

Nascida em jardim ou sacada
Ou até em beira de estrada
Margarida é sempre despetalada
Sem dó e sem consideração

Seu perfume não encanta
Sua beleza é morte certa
Independente da sorte
Satisfatória ou não

Pra que ser Margarida
Flor bonita e nascida
Só para ser destruída
Sem nenhuma explicação?

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Publicado no Recanto das Letras em 03/06/2009
Código do texto: T1630804

sábado, maio 30, 2009

SOL POENTE




SOL POENTE
de: Ysolda Cabral


Sonhando
Talvez dormindo
De um sono profundo
Acordo...

Ao meu redor
Um mundo estranho
Desconhecido
Vazio...

Na jardineira da janela
Uma avoante,
De dorso branco, repousa...

Ela sou eu
Ou eu sou ela?

Levanto-me trôpega
Ela voa pra longe...

Seu rastro de luz mistura-se
Aos raios do sol poente
Que caem sobre mim simplesmente...
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Publicada tb no Recanto das Letras

sexta-feira, maio 29, 2009

TERRA DO NUNCA




TERRA DO NUNCA
De: Ysolda Cabral


Verde, amarelo...
Azul, lilás...
Vinho tinto...
Cálice!

Barro ou cristal?

Mágoas,
Feridas,
Sol e Luas...

Cure-se!
Inunde-se...

O planeta
De mais branco,
De menos ais...

Vermelho no sangue,
Dentro de veias
Poéticas e todas... Serem iguais!

Com colméia,
Mar sem onda
Com Botos e Sereias...

Terra do Nunca Mais.

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Publicado no Recanto das Letras em 29/05/2009
Código do texto: T1621451


http://recantodasletras.uol.com.br/poesiastranscendentais/1621451


quinta-feira, maio 28, 2009

SOPRO AO VENTO





SOPRO AO VENTO
De: Ysolda Cabral


Vento forte,
Por favor não seja áspero!

Não machuque o rosto do meu amado,
Quando ele caminhar apressado.

Vento forte,
Não seja bobo!

Pode lhe contar todos os meus segredos,
Sem nenhum receio...

Vento forte,
Não seja impiedoso!

Fale tudo o que quiser,
Só não lhe conte coisas tristes
E liste:

Por onde andei e com quem falei;
O que senti e que pensei;
O que vivi e ainda vivo...

E, se morri...
O amor que sinto,
Veio comigo.


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Publicada tb no Recanto das Letras


http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1619224


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quarta-feira, maio 27, 2009

TEMPO



TEMPO
De: Ysolda Cabral

Tempo...
Em determinado momento,
É irrelevante
E elimina o medo.

Entender esse intervalo
É utopia do querer
Entretanto, me responda:
Como estão os seus cabelos?

Longos, curtos
Um pesadelo...!

Cheios, crespos,
Lisos ou encaracolados
Um aconchego...!

Se, por um acaso, grisalhos...
Ai, que lindos!

Quero eles,
Quero beijos,
Estou com saudade...
Tenho medo...

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Publicada no Recanto das Letras



terça-feira, maio 26, 2009

BRINCANDO COM TEU NOME


BRINCANDO COM TEU NOME
De: Ysolda Cabral


Gosto tanto do teu nome
Que com ele vivo a brincar
Como brincava de boneca
Quando criança a sonhar...

Vestia minha boneca de trapos
Só pra vê se ela ficava feia
Quanto mais eu caprichava
Mais ela me deslumbrava
E me deixava do mundo alheia...

Assim também é com teu nome
Quando estou em horas vagas
O escrevo com e sem graça
E fico ali bem largada...

Uso negrito na “Arial”
Caneta Bic, lápis grafite
E em qualquer papel
Ele sempre fica chique...

Chique na rima e sem apelação
Pois escrevi teu nome até com giz
Também com o carvão e coloquei pontuação
Foi aí então que, fiquei literalmente sem chão.


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PS. Tema sugerido. (Rsrs)


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Publicada tb no Recanto das Letras



segunda-feira, maio 25, 2009

BOM DIA



BOM DIA
De: Ysolda Cabral


Psiu... Silêncio!
É necessário silenciar
Para que ele nos traga os sons...

Dos passarinhos
Dos acordes do violino
Da água pura e cristalina
Da doce risada da menina

Psiu... Silêncio!
É necessário silenciar
Para que ele nos traga a graça...

De não nos sentirmos sozinhos
De voltarmos a sonhar e ter planos
De acordarmos sem saudade
De quando havia mais fraternidade

Psiu...Silêncio!
É necessário silenciar
Para que haja mais harmonia
Mais compreensão, esperança e alegria
Em cada santo e abençoado dia.

Bom dia!
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Publicada tb no Recanto das Letras

sábado, maio 23, 2009

PUETALÓIDE & YSOLDA CABRAL - DUETO


"Aferição Poética"
Puetalóide & Ysolda Cabral

SONETO DE AFEIÇÃO

Porque teimas, oh musa, em negar
Esse amor q'eu sinto, e lhes mereço.
Que dedilho em versos, lhe endereço.
E que você finge não acreditar?

Porque teimas, oh musa, ignorar?
- Negar tanto afeto, tanto apreço -
Tanto amor em versos q'eu ofereço.
Porque teimas, musa, em desprezar?

Se assim procedes... - Se me negas -
Esse amor que outrora foi em medas
Pode um dia, quem sabe, declinar.

E ao desprezo de tí..., Por abandono
Ir aos poucos fluindo, se decompondo.
Ou, em mágoas e prantos... Acabar.

Puetalóide

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Poema Em Aceitação


A musa não nega o que sentes
E muito se faz envaidecida.
Sabe perfeitamente que não mentes
Apenas... Retribuir... É impedida.

Os versos endereçados são chegados
Ao acorde de sublime melodia.
Como não poderia acreditar
Em tanto encantamento e magia?

Teu amor oferecido
Recebo com carinho e devoção.
És meu poeta preferido.
- Enterneces meu coração -

Jamais a musa abandona o poeta
Porém o contrário sempre é certo.
Não contradigas o que te digo
Posto aqui, pra ti, eu não minto.

Ysolda Cabral
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Puetalóide
Publicado no Recanto das Letras em 22/05/2009
Código do texto: T1608872

http://recantodasletras.uol.com.br/duetos/1608872

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Obrigada, querido amigo e poeta amado, pela oportunidade de compor com você este belíssimo Dueto. - Senti-me honrada.



FILOSOFIA "YSOLDIANA" III




FILOSOFIA "YSOLDIANA" III



Quando me sinto atrapalhada sorrio muito
E logo me sinto recompensada.

Quando me sinto envergonhada,
Dou gargalha escancarada.

Quando me sinto negligenciada,
Sorrio conformada.

Se me acho feia, faço careta.
Logo me acho uma princesa.

Se do nada fico triste,
Componho uma canção.

Gosto até de aquecer meu coração,
Dando risada.

Vezes há que a lágrima,
Mistura-se com o sorriso.

E quando leio aquele aviso:
“Sorria!! Você está sendo filmado...”

Choro de rir.
É tão engraçado!
Faça o mesmo.
É um "barato"!

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Publicada tb no Recanto das Letras

sexta-feira, maio 22, 2009

ELE DISSE NÃO




ELE DISSE NÃO
De: Ysolda Cabral


Para matar a saudade que sinto,
Recorri as nossas cartas,
Esquecendo que foram rasgadas,
E chorei aniquilada.

Apelei para seus presentes,
Guardados no velho baú,
Hoje peça de decoração da sala.
E nada...!

Tentei afastar o pensamento,
Pensando em épocas bem diferentes,
E o pensamento de vontade própria,
Pra você sempre volta.

Fico prostrada e bem quietinha,
Pra vê se acalmo a minha saudade,
Pedindo ao meu coração,
Que pare de sentir emoção.

É mesmo que nada!

E para me deixar definitivamente calada,
Ele me ameaça com uma forte
E poderosa pancada...

Então eu lhe digo com convicção,
Muita coragem e decisão:
- vá em frente e acabe logo com isso.
E ele me responde NÃO!

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Publicada no tb no Recanto das Letras.

quinta-feira, maio 21, 2009

UM ITALIANO MUITO MACHO





UM ITALIANO MUITO MACHO
De: Ysolda Cabral



Cris - a da crônica “Minha Primeira Vez” – minha amiga, comadre e uma das pessoas mais inteligentes e engraçadas que conheço, resolveu casar com um italiano, bonito, sério e muito “macho”, segundo ele próprio assegurava.

De presente de casamento ganharam um vídeo cassete.

Nessa época eu e Benjamin estávamos noivos e logo após o retorno da lua de mel, a Cris nos convidou para uma sessão de cinema em seu apartamento. Os preparativos foram muitos para que a noite fosse perfeita. Afinal, éramos os primeiros a ser recebidos por eles.

Ela caprichou na arrumação da sala de projeção, com almofadões novos, lindos e confortáveis pelo chão, rodeados de várias bandejas com salgadinhos, docinhos e balde de gelo - pra minha coca e pro whisky deles - e assim deu-se inicio a sessão.

A meia luz nos acomodamos para assistir o primeiro filme. Pretendíamos assistir pelo menos dois. O vídeo mal foi ligado, começou a dar problema.

Roberto falou: “esse vídeo requer muita energia. Melhor desligar o abajur, Cris.”

O abajur foi desligado e no escurinho do cinema, ela, toda animada, falou: agora vai! - E nada!

- Desliga o ventilador! Ele ordenou.
O ventilador foi desligado. - E nada!

- Desliga a geladeira e o mais que tiver ligado! - E nada!

No segundo andar, um visinho metido a engraçado, o qual da janela todo o drama acompanhava, gritou: esse filme vai ou não vai começar?

O italiano se levantou mais quente que chaleira fervente, correu pra janela e falando, também, com as mãos, redargüiu com ímpeto: “vai começar se você desligar metade da energia que você está a desperdiçar seu exagerado!

E o visinho prontamente desligou todas as luzes de seu apartamento.

E assim o prédio foi ficando todo no escuro, as bandejas vazias, o gelo derretido, o bigode de Roberto em fúria, a gente a morrer de rir e eu a achar que ele era mesmo muito macho. Fazer o prédio inteiro ficar no escuro! É mole?!

Até que dois anos depois, pelo circuito fechado de TV, vi o “muito macho” desmaiar na sala de parto, por ocasião da chegada da minha belíssima afilhada. (Rsrs)


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Publicada no Recanto das Letras

VERMELHO NO ASFALTO


VERMELHO NO ALFALTO
De: Ysolda Cabral



Dentro de uma sonolência relaxada,
Respiro suavemente a brisa úmida,
Deixada pela chuva da noite passada.

O perfume que sinto ou imagino,
Não é de terra molhada.
É do asfalto refrescado e limpo,
Por onde carros apressados passam...

- Em uma só direção!

Apressado ou quase parado,
Vejo um homem confuso e atrapalhado,
Fora da calçada e na contramão.

De repente,
Um grito me acorda!

E, no branco do dia,
No preto do asfalto,
Mais uma cor existia...

- Que sobressalto!



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Publicada tb no Recanto das Letras

quarta-feira, maio 20, 2009

AMOR DESMEDIDO


AMOR DESMEDIDO
De: Ysolda Cabral


Nunca te deixei,
Inconscientemente.

Nunca entendi teu amor - que sei meu -
Sumariamente.

Carinho e contentamento,
Te dou em versos, sem rimas.
Efetivamente!

Doces palavras de afeição,
Trazem felicidade, certamente!

Ser racional ou irracional;
Destemida ou comedida;
Impulsiva ou feminina...

No mundo dos sentidos,
SOU AMOR.

Amor desmedido,
Sim senhor!
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Publicada tb no Recanto das Letras

terça-feira, maio 19, 2009

CARÊNCIA



CARÊNCIA
De: Ysolda Cabral


Suspirando de saudade,
De um amor nada efémero e empírico,
Exclusivamente no sentido filosófico,
Entreguei-me a devaneio declarado.

O botão de rosa laranja pálido,
Estático, esquálido,
A minha frente no jarro,
Parece um quadro.

- Que triste!

Sem vida e sem perfume,
Sem alegria e sem perspectiva...

O jarro eu destruo.
E os meus sonhos?

- Você existe?!
**********
Publicada tb no Recanto das Letras

segunda-feira, maio 18, 2009

CARA DE PAPANGÚ



CARA DE PAPANGÚ
De: Ysolda Cabral


Hoje estou com cara pálida
Olheiras e cheia de não me toques

Pra levantar meu astral
Apelei para o batom vermelho
Que me deixou um papangú
De bloco de Carnaval

Para completar a maquiagem
Um leve contorno nos olhos
Um retoque nas sobrancelhas
E no pescoço um lenço sem broche

Busto pronto e colorido
Esqueci da parte de baixo
Carente de saia rodada e nova
Vesti uma calça comprida

Já a caminho do trabalho
Achando-me jeitosa e bonita
Um piedoso assovio
Leva-me de volta pra casa

Retirando toda maquiagem
E aliviada da máscara
Fico pronta para encarar a vida
De cara lavada e limpa...


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Publicado no Recanto das Letras em 18/05/2009
Código do texto: T1601244

domingo, maio 17, 2009

ALMA RETIRANTE


ALMA RETIRANTE
De: Ysolda Cabral



Como noite de agouro no sertão,
Cai à tarde do domingo,
Num peito que é triste solidão.

Com calma, com muita calma,
Respiro fundo e sinto minha alma,
Como a se arrumar pra longa viagem,
Igual a retirante em tempos de estiagem.

Ficamos assustadas
- Eu e a minha pobre alma -
Então lhe peço gentilmente,
Que pare de se avexar.

Rogo-lhe que se sente.
Ela humilde...
Reluta um pouco... Contudo,
Aceita meu convite com gosto.

Em troca lhe prometo
- ela sabe que cumpro -
A lhe ajudar a por tudo no lugar...

E é assim que termina o domingo,
Minha alma a conversar comigo,
Em minha sala de estar...


**********

Publicada tb no Recanto das Letras.
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=39114



quarta-feira, maio 13, 2009

FALANDO EM CHEIRO ...






FALANDO EM CHEIRO ...


Minhas Mãos...


Cansadas, doloridas e vazias,
afagam a "Hortelã Cheirosa"
da jardineira da janela,
repleta de verde, perfume e de magia.

Estarão em busca
de mais suavidade e energia...?!


**********

Estarei ausente por uns dias,
Para repor as energias... :) :)

Ysolda Cabral

**********


Publicado no Recanto das Letras
em 13/05/2009Código do texto: T1591469

SEU CHEIRO





SEU CHEIRO
De: Ysolda Cabral


Ah! Em plena madrugada,
Sonolenta, com saudade e muita cansada,
Mesmo assim vou deixar a minha mente,
- A pedido de Maysa -
Buscar para mim o seu cheiro novamente.

Não será fácil conciliar o sono depois disso,
Entretanto valerá a pena,
Acredito!
Assim, terei você novamente aqui comigo...

Se eu chorar, não vou me importar.
Pois será de felicidade em relembrar,
Cada minuto que estive com você.

Seu cheiro de colônia e de cigarro,
Faziam-me enlouquecer...
E, por mais que eu quisesse,
Até hoje, não consegui esquecer!

**********

PS. Composta, a convite de Maysa,
para participar de sua Ciranda no RL. Hoje, com umas pequenas alterações. :)
**********
Vai para o Recanto tb.


terça-feira, maio 12, 2009

FILOSOFIA "YSOLDIANA" II


FILOSOFIA YSOLDIANA II

Se você está triste,
- Não fique!
Use sua criatividade e inteligência e mande a tristeza embora.
Se você se sente abandonada,
- Não sinta!
Agradeça e respire aliviada.
Ele nem lhe merecia!
Se você tem mágoa,
- Não tenha!
Esqueça, anule, apague, de-le-te,
E seja moderna, exata e não precipitada.
Se você não tem um verdadeiro amigo,
- Não ligue!
Lembre-se dos virtuais,
Verdadeiros e fenomenais!
- Quem precisa de mais?
Se você não tem um amor,
Ora, é fácil, fácil: I N V E N T E!!!
Há coisa melhor que um “amor inventado”?!
O poeta dizia que era tudo de bom,
Eu comprovo e assino em baixo.
- Dê graças!!!
O dia amanheceu lindo!
E nunca se esqueça de estar por você apaixonada.
- É o máximo!
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segunda-feira, maio 11, 2009

VOCÊ SABE


VOCÊ SABE
De: Ysolda Cabral


Ah! Você é surpreendente!
Quando preciso de você,
De alguma forma você sente...

E se achega de mansinho,
Como menino travesso,
Faz-me um ligeiro carinho,
E me toca a alma com zelo.

Então esqueço a solidão,
O sofrimento e a saudade,
E, transbordando de emoção,
Volto no tempo.

Lá encontro você igualzinho
Ao de hoje e ao de sempre.
Abraço você bem apertado,
E lhe digo baixinho:
Amo você adoidado.
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Publicada tb no Recanto das Letras.
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sexta-feira, maio 08, 2009

HELENA QUE NÃO É DE TRÓIA




HELENA QUE NÃO É DE TRÓIA
De: Ysolda Cabral



Pipoca branca, preta de chocolate,
Pipoca de flocos rosa, azul e amarela
E coca-cola zero e não diet,
É o lanche da tarde...

Pipoca doce, salgada,
Crocante, chocante,
Quentinha e gostosa...

Sob o céu de cinza escuro,
Com diadema de arco-íris claro,
Eu compro...

A alma está leve,
O amor nela transborda, inunda
Alcança até o outro lado do mundo...

Da vida, do infinito,
Do amor que sinto
E neste momento esbanjo.

E a Helena, que não é de Tróia,
Não apóia e indignada fica,
Até se irrita na fria tarde,
Deste final de dia...

- E quem liga?!


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Helena uma linda Assessora do Crea-PE.
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Publicado no Recanto das Letras em 08/05/2009
Código do texto: T1583091

quinta-feira, maio 07, 2009

NOITE ESTRELADA





NOITE ESTRELADA
De: Ysolda Cabral



Que o vento leve a pena
Vez que dela não preciso mais
Deixe apenas uma brisa leve
Para que ela leve meus ais

Que a chuva seja breve
Porém antes que se vá
Regue todas as plantas
Deixando-as frescas e belas

Que as rosas desabrochem
As margaridas, as orquídeas também
E que as violetas e os jasmins
Se misturem bem

Contanto que não confundam
Os beija-flores e nem as borboletas
E nem em nós as suas cores

E que o dia fique ainda mais bonito
A noite muita mais estrelada
Para aguardar com calma
O dia da nossa chegada.

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Publicada tb no Recanto das Letras


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quarta-feira, maio 06, 2009

SOL MAIOR


SOL MAIOR

De: Ysolda Cabral



Queria estar com você

Jogando conversa fora

Ou cantando uma canção

Suave e apaixonada


No violão o sol maior

Em ritmo compassado

Acompanhando a minha voz

Soltando todas as amarras


E nesse momento então

Roubaria um beijo seu

E faria você pensar que foi você

Quem roubou um beijo meu


Se você percebesse a minha peraltice

Eu me sentiria amada com sua risada

E lhe deixaria também roubar

Meu coração e minha alma


Mas isso não seria possível

Posto que, desde que existo

Tudo em mim sempre foi seu

Você não percebeu?

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Publicada tb no Recanto das Letras


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terça-feira, maio 05, 2009

OLHO DO VENTO





OLHO DO VENTO
De: Ysolda Cabral


No implacável rodopiar do Tempo,
Que só serve para confundir e enganar,
Não encontro você nas voltas que o mundo dá...

O Vento não é bom conselheiro,
Sempre querendo me contar,
Dos lugares que você sem mim andou,
Só para me vê entristecer e chorar.

E assim, chorando e sorrindo vou,
No meu triste e solitário caminhar,
Pensando na menina que fui um dia,
E na razão dela insistir de em mim ficar.

Então me lembro do amor que sinto,
E o que fazer para dele me livrar,
E logo sentimentos contraditórios,
Resolvem me assaltar...

Levando-me até onde você está.
Para bem juntinho, falando baixinho,
E com muito carinho, lhe perguntar:
- Afinal, quando você vai voltar?

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segunda-feira, maio 04, 2009

MEU GAROTO

MEU GAROTO
De: Ysolda Cabral



Quando eu era apenas uma garota meus amigos eram bem mais velhos que eu. Hoje que estou um pouquinho “adulta” meus melhores amigos são adolescentes. Será porque sou mãe de uma adolescente, ou será porque sou diferente da maioria das mães?

O que sei é que a garotada me curte pra valer e a recíproca é verdadeira. Logo, tudo fica certo e a amizade flui sem artimanhas. Como sou muito sincera – minha cunhada diz que minha sinceridade chega a chocar - a garotada não acha assim e gosta, respeita e acata, ou não, minhas colocações.

Minha filha diz que tem muitos amigos graças a mim e que sou sua melhor amiga. Acho isso fantástico!

Pois muito bem, na faculdade não tem sido diferente, o pessoal “adulto” não quer saber muito de mim, exceto a Cema (Iracema) que é um poema de amiga. Já o pessoal jovem, está sempre por perto.

- E eu não “aliso” não!

Outro dia dei uma bronca danada na Ângela por jogar o papel de bom-bom no chão. Ela mais que depressa apanhou, jogou na lixeira e aprendeu a lição.

Entretanto, o MM que é o meu “calo” e não sai de perto de mim, não consigo disciplinar. É o mais trabalhoso de todos. Canso de lhe dar bronca, mas não tem jeito não. Fica perturbando todo mundo e hoje ele se superou.

Estávamos tendo aula de Economia, ministrada pelo competentíssimo e paciente professor Justo, quando alguém o interrompeu com uma pergunta, cuja resposta estava relacionada com o assunto a seguir. O professor pediu para ter calma, pois ele iria por parte e chegaria lá.

MM então me sai com essa:

“Ele é parente do Jack estripador. Nunca vi ninguém gostar tanto de “parte” assim! Devia ter ficado lá pelas bandas de Londres e não por aqui com essa estória de “banda cambial”, oxeeee!

Eu, braba, mandei que ficasse quieto e prestasse atenção na aula. Ele todo magoado falou baixinho: porque ela não admite que maior que eu só a girafa?!

Muito bem, Márcio Muniz, você é mesmo um grande garoto. Até mais que a maior girafa lá das “bandas da África, viu!

Sacou? Caiu a ficha?

Ô Ronaldo, explica pra ele. (Rsrs)

E haja besteirol!!!!
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domingo, maio 03, 2009

SOU DE FINO TRATO



SOU DE FINO TRATO
De: Ysolda Cabral


Hei! Vem aqui
Bem pertinho de mim
Quero te contar um segredo
E ninguém pode ouvir
Olho grande existe, viste?

- Cruz credo!

Vem! Deixa de ser bobo
Esquece que hoje é domingo
Tua vez de fazer o almoço
E vem comigo

- Chega aqui!

Qual a razão de fugires?
Preferes ficar aí parado,
De avental e cheirando a alho?

Larga a panela!
Sou muito melhor que a Paella
Quanto ao Vinho, pois que traga
Em duas elegantes taças

- Claro que faço questão!

Sou de fino trato
Você sabe!
Disso não abro mão.

- Hei! Vem aqui
Não demora não...


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sexta-feira, maio 01, 2009

PERNAS PRO AR QUE NINGUÉM É DE FERRO



PERNAS PRO AR QUE NINGUÉM É DE FERRO


De: Ysolda Cabral




De uns tempos pra cá minhas prioridades são outras e bem distantes daquelas de quando escrevi a crônica “Adoro Ser Dona de Casa.”

Hoje ao acordar às 06 h, a exemplo de todos os dias, logo lembrei que hoje se comemora o “Dia do Trabalho”. Então, corri de volta pra cama e resolvi:


- Não vou fazer absolutamente nada. Afinal quem trabalha mais senão a dona de casa?!


Pode o mundo cair, mas hoje vou pensar só em mim. Só levanto quando estiver cheia de estar na cama. Entretanto, logo cansei.


Levantei-me e ao constatar a casa virada num “maço de pipocas”, fechei os olhos, lhe dei língua e fui direto pra cozinha. Comi tudo que não dependia de fogão e nem de microondas e o que sujei joguei no lixo. - Ô coisa danada de boa!


A manhã está relativamente silenciosa, quase no final e eu conseguindo nada fazer. – Que legal!


E a tarde? – Bom... Vou pedir almoço, depois durmo de novo e a noite já convoquei minhas irmãs para irmos ao cinema sem filhos e sem os maridos. É que estou doida pra inaugurar minha carteira de estudante. Hahahahahaha


- É hoje!


Ai meu Deus, a casa está um caus.!


Vou dar só um jeitinho...

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terça-feira, abril 28, 2009

VIDA DE ILUSÃO


VIDA DE ILUSÃO
De: Ysolda Cabral


Seguindo por incertos caminhos
Envolta num frio que vem da alma
Dum inverno severo que me devasta
Sigo...

Sem previsão de tempo bom
Lamentando o despreparo
Para enfrentar a invernada
Fico sem noção de chegada
Estou ilhada...

O “Tum... Tum...” do “Tambor Encantado”
Agora “Tic... Tac...” de bomba-relógio
Ninguém se importa ou nota a diferença
Não ligo e continuo a caminhada
Ou de vez paro...

No horizonte há um nítido clarão
É a bússola que precisava
Para concluir a caminhada
De uma vida inútil de ilusão...

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segunda-feira, abril 27, 2009

"DONO DO CÉU"


DONO DO CÉU
De: Ysolda Cabral


Através da música,
Fico em estado de graça,
Redimida de pecado,
E, com minha alma apaziguada.

Através da música,
Entro num mundo de magia,
Onde toda possibilidade é viável,
E faz palpável a poesia.

Através da música,
Seja no dedilhar do violão,
Do piano, ou de uma harpa,
Sinto que estou no seu coração.

E é assim e não ao léu,
Que através da música,
Dar-te-ei um beijo agora,
Só pra te fazer "dono do céu."

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Publicada tb no Recanto das Letras.

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